Hino Oficial do Santos FC
Composto por Carlos Henrique Roma, em Julho de 1957
Sou alvinegro da Vila Belmiro
O Santos vive no meu coração
É o motivo de todo o meu riso
De minhas lágrimas e emoção
Sua bandeira no mastro é a história
De um passado e um presente só de glórias
Nascer, viver e no Santos morrer
É um orgulho que nem todos podem ter
O Santos pratica o esporte
Com dignidade e com fervor
Seja qual for a sua sorte
De vencido ou vencedor
Com técnica e disciplina
Dando o sangue com amor
Pela bandeira que ensina
Lutar com fé e com ardor
Hino não-Oficial do Santos FC
Composto por algum santista bacana. É o meu preferido!
Agora quem dá bola é o Santos
O Santos é o novo campeão
Glorioso alvinegro praiano
Campeão absoluto desse ano
Santos, Santos sempre Santos
Dentro ou fora do alçapão
Jogue o que jogar
És o leão do mar
Salve o nosso campeão
Pentágono pensou em utilizar a 'bomba gay' contra os soldados inimigos
WASHINGTON, 15 Jun 2007 (AFP) - Uma 'bomba gay', que transforma os soldados inimigos em homossexuais que preferem fazer amor a fazer a guerra, foi uma idéia destrambelhada proposta nos anos 90 ao Pentágono para resolver seus conflitos bélicos.
Em 1994 o laboratório Wright, do Exército do Ar em Dayton (Ohio, norte), solicitou ao departamento de Defesa americano 7,5 milhões de dólares para desenvolver esta bomba constituída de um produto químico de efeito poderoso e afrodisíaco, que levaria os combatentes a adotar um "comportamento homossexual" e que minaria "o espírito e a disciplina das unidades inimigas".
O documento com esta solicitação, descoberto em dezembro de 2004 pelo Sunshine Project, uma associação com sede no Texas e na Alemanha que luta contra as armas biológicas, circula há vários dias pelos blogs e meios de comunicação americanos.
O Pentágono confirmou a existência dessa proposta, mas minimizou seu alcance. "O departamento de Defesa jamais incentivou tal conceito. E nenhum financiamento foi aprovado pelo Pentágono", afirmou à AFP um porta-voz militar, o tenente-coronel Brian Maka, recordando que essa idéia fazia parte de uma série de propostas sobre armas não-fatais, entre as quais estava um produto químico que tornaria os inimigos sensíveis à luz do sol e outra que visava a criar abelhas superviolentas.
Edward Hammond, do Sunshine Project, põe em dúvida, no entanto, as afirmações do Pentágono. "A proposta não foi rejeitada de cara. Foi examinada mais tarde", afirma ele no site da associação.
Ele diz ainda que a idéia foi inserida em 2000 num CD-ROM promocional sobre as armas não-fatais por um organismo do Pentágono, com sede em Quantico (Virgínia).
De acordo com Hammond, a idéia foi reiterada em um estudo submetido à Academia Nacional de Ciências, em 2001.
Esta história de 'bomba gay' virou prato cheio para piadas e comentários jocosos dos blogueiros. "Se tínhamos uma bomba gay, por que não as usamos nas montanhas do Afeganistão?", questiona o republicoft.com, que se identifica como um negro e homossexual que vive em Washington.
"Os imbecis que tiveram esta idéia deveriam levar um sopapos e obrigados a ouvir discos de Judy Garland para o resto de suas vidas", escreve outro blogueiro, Ed Brayton, no Huffington Post.
Os especialistas em homossexualidade não acham tal proposta tão estranha. "Esta história mostra as idéias ultrapassadas do Pentágono sobre a sexualidade e sobre a relação entre a sexualidade e a noção de ser um bom soldado", estimou Aaron Belkin, professor da Universidade da Califórnia.
"Imaginar que borrifar um produto químico sobre alguém possa torná-lo homossexual é grotesco, e imaginar que este indivíduo transformado em gay se torne um mau soldado também é ridículo", afirmou à AFP.
A polêmica a respeito do tema é tanta que o secretário de Defesa, Robert Gates, decidiu decidiu afastar de seu posto, em setembro, o chefe do Estado-Maior conjunto, o general Peter Pace, devido à controvérsia em Washington sobre as operações americanas no Iraque.
Em março, o general Pace classificou a homossexualidade de "imoral" em uma entrevista ao jornal Chicago Tribune, reavivando o debate sobre a lei que autoriza aos homossexuais a entrar no exército sob a condição de que não comentem sua orientação sexual.
Um projeto de lei democrata propõe reformar essa lei, batizada de "Não pergunte, não diga" ("Don't Ask, Don't Tell"), adotada em 1993 pelo presidente democrata Bill Clinton.
Coment: Se invetarem essa bomba eu me alisto!
Ontem, a tudo de bom Marta Suplicy de uma declaração polêmica.
O trecho abaixo foi retirado de matéria da Folha:
"Questionada sobre que conselho daria para os passageiros que sofrem com o caos nos aeroportos, a ministra respondeu: "Relaxa e goza".
Após a polêmica, a ministra divulgou nota afirmando que não teve a intenção de "desdenhar" o sofrimento da população que enfrenta filas nos aeroportos, atrasos e cancelamentos de vôos. A nota:
"Quero pedir desculpas aos turistas e a todos os brasileiros pela frase infeliz que proferi hoje [ontem], ao término de uma entrevista coletiva. Não tive por intenção desdenhar, muito menos minimizar os transtornos que estão sendo enfrentados pelos usuários do transporte aéreo." "
A querida Martinha perdeu uns pontos comigo por ter se retratado. Se eu fosse ela teria dito algo como: "O pessoal que está saindo de férias, muitas vezes pro exterior, reclama dos atrasos. Sorte deles poder andar de avião, pois garanto que quem depende de pau-de-arara, ônibus e metrô (em greve) sofre muito mais."
Quem já leu “Ensaio Sobre a Cegueira” (1995), de José Saramago, pode pensar, nas primeiras páginas, que “As Intermitências da Morte” (2005) é uma simples repetição da história, mas com mote diferente. Em “Ensaio...”, Nobel de Literatura 1998, o autor parte de um personagem que, do nada, pára de enxergar. Em “As Intermitências...”, a morte pára de matar no dia 1º de janeiro de um ano indefinido. Ambas se passam em um fictício país não-determinado, e os problemas só assolam estes países.
A seguir, em ambas as obras, Saramago começa a descrever a situação, mostrando as conseqüências dos acontecimentos. Mas as semelhanças do livro dos que não morrem com o livro dos cegos cessam logo que as pessoas voltam a morrer, antes da metade da obra.
A intenção de Saramago é completamente diferente em cada romance. Enquanto o primeiro livro causa diversos sentimentos, como raiva, compaixão, asco e alegria, a obra de 2005 é muito mais leve, faz rir em muitas passagens, e acaba por se transformar em uma surreal – e muito esperta – história de amor.
Quatro fases
Pode-se dividir o livro em quatro partes diferentes. Na primeira, o narrador onisciente abre a história com a emblemática frase: “No dia seguinte ninguém morreu”. Trata-se de um “MacGuffin”, termo inventado pelo cineasta Alfred Hitchcock, que significa algo como “aquilo que move a trama, mas que não tem valor algum por si”. Então, Saramago descreve a euforia inicial da nação, os conselhos dos especialistas e as conseqüências da morte ter parado de agir.
A segunda e menor parte dá-se quando a morte aparece como personagem e se manifesta, dizendo que voltará com a “normalidade” (as aspas devem-se porque a morte resolve avisar, com uma semana de antecipação, quais os destinados a não mais viver).
A terceira começa com um problema que a morte enfrenta pela primeira vez: ter perdido o prazo de matar alguém. E a quarta é a tentativa de solução do imbróglio.
Confusões
Logo após a morte deixar de cumprir com sua missão, o povo entra em euforia, mas este estado de espírito pouco dura. Vozes dissonantes do ufanismo nacionalista apontam os problemas que a falta de morte causa: a descrença na Igreja, a falência de agências funerárias, a sobrecarga de hospitais com pacientes incapazes de viver e inaptos a morrer, a evidente superlotação de asilos, os problemas com seguro de vida e a sucessão do monarca. Filósofos entram em cena e sugerem que não existe só uma morte, mas várias, visto que em outros locais o curso natural da vida continua. E na própria nação os animais continuam a morrer. Posteriormente, a idéia é confirmada pela personagem morte.
Então, um camponês no final da vida tem uma idéia: ser levado para fora das fronteiras do país para poder morrer. A estratégia funciona e logo rumores se espalham pelo país. Sem saber como agir, o primeiro-ministro resolve entrar em acordo com a “máphia” – p. 50 “..., Há quem nos chame de máphia, com ph, Porquê com ph, Para nos distinguirmos da outra, da clássica,...” –, que se incumbe de levar as pessoas para o estrangeiro.
A máphia torna-se tão competente, emitindo inclusive atestados de óbito, que a população se revolta, por uma questão moral: todos saberão que a família resolveu dar cabo aos “autênticos pesos mortos”. A situação logo se resolve com atestados de óbito constando como causa mortis suicídio.
Nesta fase do romance a questão da moral é várias vezes abordada, e tratada de forma peculiar. A moral é mostrada como uma linha tênue que não deve ser ultrapassada, mas a conveniência (ou necessidade) vem sempre em primeiro lugar.
A volta da morte
Um diretor de televisão recebe uma carta de cor violeta, dizendo que a morte voltaria a funcionar e que todos os que já deveriam ter morrido faleceriam de uma só vez. Alarmado, ele contata o primeiro-ministro, que decide adiar ao máximo comunicar o fato ao povo.
A carta é assinada como “morte”, em caixa-baixa. É neste momento que a morte resolve avisar o fim de cada vida com uma semana de antecedência – e ela envia a correspondência pelos serviços postais, mas já pensa em utilizar o correio eletrônico, grande ironia de Saramago com os novos tempos.
Nesta parte, começa-se a delinear o perfil psicológico do personagem principal. A morte é uma mulher bonita de cerca de 35 anos, apesar de nunca ninguém a ter visto. É caprichosa, irônica, e está enfadada de cumprir sempre com o que lhe determinaram – apesar de ela já ter se esquecido de como tudo começou.
Um dos jornais que publicaram a carta teve a ousadia de chamá-la de Morte, e ela se revolta e torna a escrever aos humanos. Com pequenas histórias dentro da linha principal Saramago cria este perfil.
A falha da morte
Um dia, uma das cartas enviadas pela morte volta. Ela se confundiu quanto a data da morte – que sempre está prevista desde o nascimento de qualquer humano. Pela primeira vez, alguém está vivendo quando não deveria mais estar.
A morte vai verificar quem é a pessoa e descobre um violoncelista solitário que tem um cachorro. Ela, então, pesquisa em seus arquivos e livros com diretrizes o que pode fazer para consertar seu deslize.
O plano da morte
Ela se descobre poderosa, descobre que pode fazer o que quiser, apesar de até o fatídico 1º de janeiro ter somente cumprido seu papel. Pela primeira vez ela vai ao mundo dos vivos – a morte mora em uma escura sala subterrânea que parece ser localizada no planeta mesmo, abaixo do nível do solo – se encarregar de uma morte
pessoalmente. Ela veste-se de mulher e vai firme em sua missão, mas algo acontece e ela não consegue.
A morte parece não entender o que está acontecendo. Ela está apaixonada.
É Saramago invertendo a lógica: em vez de os humanos se encantarem com o obscuro, é o obscuro que se encanta com a humanidade.
A morte se entrega ao violoncelista. E no dia seguinte ninguém recebeu a carta de violeta. Mais uma ironia do autor, que conseguiu com perfeição utilizar a famosa (e óbvia) frase: “e foram felizes para sempre”.
Conclusão
Ler Saramago requer atenção. Não só por ele utilizar o estilo que o consagrou: parágrafos extensos – que pode ter páginas –, com muitas informações, e conversas entre personagens que se caracterizam somente pela utilização de inicial maiúscula. Isso faz com que o leitor às vezes se perca e tenha de reler frases, parágrafos ou até páginas. Também as divagações do narrador, que não é nem um pouco sucinto, podem complicar a leitura.
Em “As Intermitências da Morte”, são exatamente essas divagações que dão o tom da graça na obra. O narrador quer sempre convencer o leitor de seu ponto de vista, usando uma lógica que, muitas vezes, está completamente invertida e até subvertida. Há pontos falhos na história, mas Saramago usa isso em seu favor e propositadamente, já que a ficção permite.
Ele dirige-se várias vezes ao leitor, questionando o que esse pensa da narração e sanando essas dúvidas. Por vezes, corrige a informação que havia dado anteriormente e até chega a se ironizar, como na p. 67: “Os amantes da concisão, do modo lacónico, da economia de linguagem, decerto se estarão perguntando porquê, sendo a ideia assim tão simples, foi preciso todo esse arrazoado para chegarmos enfim ao ponto crítico.”. A seguir, o narrador se põe a explicar de forma mais extensa a razão de sua linguagem, ironizando assim a suposta falta de paciência do leitor. Isso evidencia a fragilidade do narrador, mas ao mesmo tempo mostra como ele é magnânimo em seu discurso.
Apesar de não nomear nenhum personagem, tudo fica muito claro ao leitor. O mais interessante é a morte também não ter nome e usar somente “morte”. Desta maneira, ela não se coloca acima de ninguém e, ao mesmo tempo, mostra-se magnânima. Até “deus” é escrito em caixa baixa.
Engraçado é pensar que o autor utiliza as fronteiras do país como se fosse a fronteira entre a vida e a morte, que há, de alguma forma, escapatória da morte. E triste é pensar que Saramago, que nasceu em 1922, já medita sobre a própria morte. Com humor e ironia, marcas que ficarão após ele cumprir seu último e inadiável compromisso.
Sabe o que significa ETE, para o governo de São Paulo?
Escola Técnica Estadual. Ou Estação de Tratamento de Esgoto.
Mas, afinal, não dá na mesma?
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