Os alunos e funcionários da USP têm todo o direito de se manifestar contra o que acham errado.
Mas não podem atrapalhar a vida de quem não tem nada a ver com isso. Ontem, perdi um tempão no trânsito que eles causaram.
Detalhe: pago impostos que são revertidos em grana pra USP. E a maioria dos alunos é burguesa, que poderia muito bem pagar para estar lá. Ou, no mínimo, pagar de alguma forma depois de sair da melhor universidade do país.
Muitos dos que lá se formam vão trabalhar fora no momento em que pegam o diploma. Isso é um absurdo! Eu vou agora ficar pagando para eles ganharem dinheiro e não trazer nada em compensação para o Brasil? E ainda me fazem ficar para do no trânsito!
Outro absurdo são os partidos e organizações que ficam apoiando a greve, sem ter nada a ver com a USP. Só tumultuam.
São 17 itens que os manifestantes reclamam, e um me chamou a atenção: ele não querem que diminua o tempo para jubilar. Porra, se eles pagassem a facu fariam de tudo pra acabar o quanto antes, em vez de ficar enrolando por 7 anos pra se formar!
Se a greve é na USP, fique por lá. Nada de atrapalhar mais ainda a já caótica cidade.
Mas nada justifica PMs sem identificação. E nem o ex-líder estudantil José Serra e hoje governador do Estado se negar a negociar. E nem o Lula reclamar de greves.
Definitivamente, estou muito longe de ser o punk que fui.
Quer dançar? Quer dançar? O tigrão vai te ensinar!
O grupo Scissor Sisters arrumou um jeito legal de divulgar o novo single. Divirta-se em www.dancesisterdance.com.
Deu no Estadão.
Gêmeo idêntico barrado em cota
Para UnB, Alex é negro, mas seu irmão, Alan, não
Lisandra Paraguassú, BRASÍLIA

Os gêmeos Alan e Alex Teixeira da Cunha, univitelinos, sempre foram considerados idênticos por todos que os conhecem.
Mas isso não foi o suficiente para a Universidade de Brasília (UnB). Candidatos ao sistema de cotas para negros da instituição - que define por meio de uma foto quem se encaixa ou não no critério de raça - Alan foi considerado negro. Alex, não.
O sistema de cotas na UnB, ao contrário da maior parte dos existentes no País, leva em conta apenas a cor, não a situação financeira do candidato. Na hora da inscrição no vestibular, o candidato a uma das vagas pelo sistema precisa tirar uma foto, que é anexada à documentação. A foto é analisada por uma banca, que decide quem é ou não negro.
Filhos de pai negro e mãe branca, formados a partir do mesmo óvulo, os gêmeos Alan e Alex sempre foram confundidos um com o outro.
Na hora de se candidatar a uma vaga no vestibular, Alan escolheu Educação Física e Alex, Nutrição.
Nenhum dos dois têm convicção de que o sistema de cotas é bom, mas ambos decidiram tentar porque a nota de corte nas duas áreas é menor entre os cotistas do que entre os demais alunos.
“Acho que precisa levar em conta é a renda da pessoa. Tinha de ser mais para quem precisa”, diz Alan. “O que aconteceu só mostra que não funciona.”
Alex entrou com recurso na banca da UnB e espera o resultado para quinta-feira. Ainda não pensou o que vai acontecer, se for negado. “Acho que não vai ser. Não tem como, não é?”
Grandes nomes em mau caminho
A idéia é ótima: atrair o público para ver gratuitamente obras de grandes mestres do modernismo brasileiro. Mas a realização é, no mínimo, duvidosa.
O governo do Estado de São Paulo promove até 31 de maio a exposição “Caminhos do Modernismo no Acervo dos Palácios”, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo Paulista. A casa do governador – ou melhor, parte dela – está aberta para visitação todos os dias.
O problema é exatamente a hibridez do local, que não é adequado para receber mostras. Na segunda semana de abril havia inúmeras falhas, sendo que a mais óbvia era a presença de um andaime no meio da exposição – e não, não era uma instalação. Não há projeto de iluminação tampouco seguranças ou isolamento adequado – algumas pessoas ainda insistem em tocar as obras, podendo danificá-las mesmo sem intenção.
O nome da exposição é um “truque” para abranger um grande período de tempo, que vai da Semana Modernista de 22 até os dias de hoje. Ou seja: não há um foco específico. Apesar de o Acervo do Estado de São Paulo possuir quase 3.500 obras, estão expostas somente cerca de 40, como o óleo sobre tela “Ventania”, de Anita Malfatti, e três pinturas de Tarsila, “Auto-Retrato”, “Retrato de Mário de Andrade” e a mais famosa, “Operários”. Estas são as novidades, exibidas especialmente na mostra. Já outras obras estão expostas no local desde que Cláudio Lembo assumiu o governo no lugar de Geraldo Alckmin, em abril do ano passado.
Outros destaques são “Deisy”, mármore de Victor Brecheret; “Pescadores”, de Di Cavalcanti, “A Tempestade Acalmada”, de Candido Portinari e “Maternidade”, de Vicente do Rego Monteiro.
Já “São Paulo – Brasil: Criação, Expansão e Desenvolvimento”, de Antônio Henrique Amaral, é o que mais destoa. Trata-se de um grande painel feito especialmente para cobrir a parede principal – e que continuará por lá, já que não cabe em nenhum outro lugar.
“Caminhos do Modernismo no Acervo dos Palácios”
Palácio dos Bandeirantes - Av. Morumbi, 4500, portão 2.
Telefone para agendamento: 2193-8212
De segunda à sexta, das 10h às 17h; sábado, domingo e feriado: das 11h às 16h. Entrada gratuita.
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