Alegria de pobre
O malvadeza está internado, mas o arbusto tá por aqui. Queima, arbusto, no fogo do inferno!

S.W.A.T. (2003)

O filme é baseado na famosa série dos anos 70. Os efeitos e cenas de ação são legais, a história até convence, mas fica muito tempo explicando quem são os peronagens. Resumindo: falta ritmo.

Pré-candidato ao Oscar

Se ninguém fizer um filme contando essa história (e que vai levar o Oscar) eu faço e encho o rabo de dinheiro!

Será que a Lucy Liu está disponível?

O combate de Lee Yong-soo, antiga "escrava sexual" a serviço do exército imperial japonês
"No navio, nós éramos cinco garotas para trezentos soldados"


Por Philippe Pons, correspondente do Le Monde em Tóquio

"Ainda assim, eu sou uma prova viva disso": apesar dos seus 78 anos, Lee Yong-soo fervilha de energia e ela recebeu como uma derradeira ultraje as declarações do primeiro-ministro, Shinzo Abe, que afirmou mais uma vez, na segunda-feira, 5 de março, que as mulheres forçadas a se prostituir para o exército imperial durante a Segunda Guerra mundial "não haviam sido vítimas de coerção".

A senhora Lee é uma das três "mulheres de reconforto" - um eufemismo que designa as 200.000 asiáticas e algumas européias vítimas das tropas nipônicas do final dos anos 1930 até a derrota de 1945 - que acabam de testemunhar perante a subcomissão para as relações exteriores do Congresso americano, no quadro do debate sobre uma resolução que exige um pedido de desculpas por parte do Japão.

Na segunda-feira, Shinzo Abe declarou no Parlamento que "não havia razão alguma para pedir desculpas". "O projeto de resolução [americano] não está fundamentado em fatos. Nada prova que houve coerção", acrescentou. Em Seul, o governo e a imprensa sul-coreanos denunciaram com veemência a falta de arrependimento do Japão.

Neste pequeno restaurante coreano de Tóquio, a senhora Lee, que traja um vestido tradicional, mais se parece com uma doce vovó. Ela conta em japonês (uma língua que foi imposta durante a colonização da península, de 1910 a 1945) aquilo que a adolescente que ela era vivenciou ao longo do ano que precedeu a derrota do Japão. "As rugas invadiram o meu rosto", diz, "mas no fundo de mim a ferida permanece".

Ela se sente habitada pelo "han", essa mistura de ressentimento e de amargura impregnada de sacrifícios, de expectativas frustradas e de revolta contra a impotência que caracteriza a alma coreana. "O que eu peço, é que o Estado japonês reconheça que ele roubou a minha vida quando eu era apenas uma criança", prossegue.

Nascida em Taegu, no sudeste da atual Coréia do Sul, a senhora Lee tinha 14 anos "quando numa manhã do outono de 1944, enquanto eu estava dormindo, uma voz de mulher me chamou; abri a porta e saí; um soldado japonês agarrou-me pelo braço e levou-me à força". Um trem levou-a até Pyongyang, e depois Dalian, na China, onde ela foi embarcada rumo a Taiwan e retida no bordel militar de uma base de pilotos suicidas (kamikazes).

"Estuprada e deixada como morta"

"No navio, nós éramos cinco garotas para trezentos soldados. As mais experientes me esconderam. Na base, eu fui surrada, estuprada e deixada como morta, com as mãos atadas com um arame. Um piloto cuidou de mim. 'Eu devo morrer, mas, você deve viver', repetia ele. Ele é o único homem que tenha me amado. Meses se passaram. Todo dia, uma dúzia de soldados se apresentava na pequena cabine que me era atribuída. Havia uma cama, algodão hidrófilo e desinfetante. Aqueles que estavam de partida para a sua última missão costumavam demorar mais: eles também eram vítimas. Então, um dia de manhã, os soldados haviam desaparecido. Na rua ouviam-se gritos em chinês: 'A guerra acabou!'".

Quando ela retornou para a Coréia, a senhora Lee, assim como todas aquelas que haviam sofrido um destino análogo, tentou esconder o seu estigma para que o opróbrio não recaia sobre toda a sua família. "Por muito tempo, o meu irmão dissuadiu-me de falar", diz. Então, no início dos anos 1990, ela decidiu, junto com várias outras, sair da sombra da História.

Aquilo que contavam até então das "mulheres de reconforto" era negado por Tóquio. Desta vez, os depoimentos foram verificados por pesquisas de historiadores japoneses tais como Yoshiaki Yoshimi que, em 1992, revelou, com base em documentos militares, o envolvimento do estado-maior na gestão dos bordéis militares. No ano seguinte, em nome do governo, Yohei Kono, então chefe da secretaria do primeiro-ministro Miyazawa, reconheceu que "as forças armadas eram direta e indiretamente envolvidas na criação e na gestão desses estabelecimentos, assim como no transporte [das suas pensionistas]".

Com o retorno à frente do Partido Governamental Liberal-Democrata (PLD) da corrente mais direitista, a "declaração Kono" é criticada por ter ido longe demais, e as declarações de Shinzo Abe são uma expressão desse recuo. Enquanto houve mesmo envolvimento do estado-maior, não existem provas de que o exército se encarregava ele mesmo do "recrutamento" das garotas. Na maioria dos casos, os militares "terceirizavam" essa tarefa com os "mercadores de mulheres" que acompanhavam as movimentações do exército e abasteciam os seus bordéis com mulheres enganadas ou simplesmente raptadas

Filmes

Full Frontal (2002)

Porcaria, lixo. Só algumas tomadas valem a pena.

Eu até tinha o que falar sobre o Steven Soderbergh e a experiência que ele fez neste filme, mas acho que alguém pode se empolgar em ver e me xingar depois.

De Volta para o Futuro (1985)

Crássico bem "malvado" (a mãe do personagem principal fica a fim dele). E engraçado, com piadas (algumas politicamente incorretas para os padrões de 2007) e referências que, quando eu tinha 8 ou 10 anos e vi pela primeira vez, não saquei.

Vou pegar os outros dois da trilogia.

Experiências

O que acontece se você colocar saquinhos de catchup no microondas? E lâmpadas de natal? E giz de cera?

Veja vídeos destes itens e de outros clicando aqui.

Filmes

O Diabo Veste Prada (2006)

Raso, raso. Vale pelo figurino, pra quem gosta de moda. E pra quem gosta da Meryl Streep, que realmente está ótima. Fiquei com vontade de ler o livro.

As Horas (2002)

Eu já tinha visto esse, minha irmã pediu e eu aproveitei pra relembrar. História boa, mas um pouco "apelativa". Bem dirigido e editado. Bom filme, mas nada de mais - apesar de ter sido indicado a 9 Oscars...

Fui pesquisar a quais Orcars o filme concorreu. Eu já lembrava que a Nicole Kidman - que nem está tão bem nesse filme-, ganhou como melhor atriz. Deve ser por dois motivos: 1) ela ficou feia e 2) interpreta alguém que existiu.

E que outros prêmios ganhou? Nenhum! Ou seja: os outros que concorriam nesse ano ou eram muito fortes ou faltaram filmes fortes, pra esse ser indicado... Aí fui pesquisar quais os indicados a melhor filme em 2003: Chicago, O Pianista, Gangues de Nova York e O Senhor dos Anéis 2.

Ganhou Chicago.

Para mim, o melhor, disparado, é O Pianista. O pior, disparado, O Senhor dos Anéis. Os outros três são bons filmes e só.

Eu raramente concordo com o Oscar...




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