Naftalina

Achei um blog antigo que eu escrevia em 2002. É uma versão paralela minha em tempo/espaço.

Fiquei com vontade de apagar, mas não lembro a senha e o e-mail! Ele vai ficar como uma alma penada na net, tadinho...

Nele, li esse fantástico poema do Mário de Sá-Carneiro, que não tem nome. Reproduzo:

Eu não sou eu nem sou outro,
Sou qualquer coisa de intermédio:
Pilar da ponte de tédio
Que vai de mim para o Outro.

E tem esse outro, do Álvaro de Campos – Tabacaria:

"Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo(...)"

PS.: Sumiu o lustre e a escada, e o busto ficou intacto.

Globo

Daniel Castro noticia na Folha de hoje sobre a cobertura especial da Globo à visita do papa ao Brasil.

No final, ele escreveu: "A Globo promete transmitir ao vivo e na íntegra as duas grandes missas que o papa celebrará no Brasil, uma no Campo de Marte e outra em Aparecida do Norte. As missas terão a narração de Fábio Peres e comentários de padres."

Pq eles já não chamam logo o Galvão Bueno e o Casagrande?

Cena

Um museu de São Paulo, com grande acervo, e pouco cuidado com as obras de arte.

Em duas das quatro belas escadarias de mármore há bustos de personalidades.

Datadas do início do sáculo passado, são obras de arte - apesar de os retratados não serem nenhuma Vênus de Milo.

Eis que, há mais de um mês, com as chuvas que assolam a cidade, surge uma goteira.

Na escadaria superior da esqueda.

Não, a goteira não é sobre as obras. Está a um metro de distância.

Resolveram verificar qual o problema. Subiram no telhado. Descobriram o local a infiltração: a base de um (belo e caro) lustre antigo.

Dois homens carregam uma escada de alumínio.

Chegam ao local, de difícil acesso - é uma escada sobre a outra!

Como fazer para travá-la?

Simples: "Vamos apoiar a escada no pedestal desta estátua!"

Estou vendo a hora que derrubarão o busto e eu, sem querer, derrubarei a escada.

Sou mais valor à obras de arte que à maioria dos humanos.

Filmes

Johnny & June (2005)

 

Bem Hollywood . Vale pela trilha sonora e para conhecer um pouco da vida de Jhonny Cash, que não é muito conhecido por aqui.

 

Ultimamente os Oscar tem premiado atores que fazem papéis de pessoas de verdade. Como em Capote, A Rainha, O Último Rei da Escócia, Ray, As Horas, Erin Brockovich, só pra ficar de 2000 pra cá.

 

É uma tendência, e a Reese Witherspoon ganhou aqui por fazer a June Carter. É um bom trabalho, mas não é tudo isso...

 

Ladrão de Diamantes (2004)

 

Mais pop Hollywoodiano impossível.

 

Claro, é improvável.

Claro, é caro.

Claro, as locações são sensacionais.

Claro, é bem feito.

Claro, tem final feliz.

Claro, diverte bem.

 

O diretor é uma pessoa chata. Assista aos extras se quiser conferir.

 

Adoro o trabalho de Woody Harrelson. Ele está também em Larry Flint, numa ponta deliciosa de Tratamento de Choque, entre outros. Pena que ele não tem "o look", pois é bem melhor ator que muitos astros bonitinhos.

O Albergue 2

Se for pelo pôster, o segundo vai ser ainda melhor que o primeiro!

Filmes

Orgulho e Preconceito (2005)

  

Filmaço! Lindas locações, cenários, figurinos e interpretações. É uma daquelas mega-histórias de amor, feita com competência – e, como deve ser, sem um beijo, já que é anbientada no sáculo XVIII. E a Keira Knightley está deslumbrante, que mulher linda. O núcleo da família funciona perfeitamente. Imperdível.

 

Capote (2005)

 

Eu demorei muito pra ver esse filme por um fato simples: sou jornalista. O livro do Truman Capote, "A Sangue-Frio", é sensacional - preciso relê-lo.

 

O filme é ótimo. Crédito do roteirista. Se ele simplesmente contasse a história dos assassinatos, seria um porre. O legal foi ele ter focado no (detestável) Capote, contando como ele fez para escrever o livro.

 

Philip Seymour Hoffman mereceu o Oscar que ganhou. Puta show de interpretação.

 

Führer Ex (2002)

 

Alemanha antes da queda do muro. Amizade. Adolescentes revoltados que acabam caindo na prisão. Neo-nazismo.

 

Quatro temas altamente explorados que juntos deram em um filme mediano apelativo. Mas tem boas interpretações dos protagonistas, um pouco over – mas isso fica na cara que foi erro da direção. O filme é Alemão.

 

Tudo em Família (2005)

 

Nem a mãe do diretor deve ter gostado. Não perca seu tempo. O pior é que tem grande elenco: Diane Keaton, Claire Danes, Sarah Jessica Parker e Luke Wilson. Dinheiro jogado fora (o meu e o de quem fez).

 

Acabei de descobrir algo pior ainda no IMDB! Concorreu a um Globo de Ouro! Com licença que eu vou gorfar e já volto.

TV

As pessoas não acreditam no poder que a TV tem. Mas esse exemplo vai ilustrar bem

Está no UOL hoje: Número de brasileiros presos na fronteira dos EUA cai 95%. Na época da (péssima) novela América, o número de tentativas de imigração ilegal bateu recordes! Basta ler esta notícia da Folha On-Line, de 25/08/05: Com "América", brasileiros batem recorde de imigração ilegal.

E tem gente que acha que é piada dizer que durante jogos de futebol do Corinthians e do Flamengo cai muito o índice de criminalidade.

Globo no Oscar

A transmissão foi chata e metódica. Os comentários do Zé Wilker foram, em geral, bem bobos. E ele errou muito. A jornalista Maria Beltrão, que apresentou o programa, chamou o Gael García Bernal de Gabriel García Bernal. OK, azar o meu que não tenho TV a cabo. Mas o pior de tudo foram as mesmas quatro propagandas sendo repetidas a cada 5 minutos.

Eram elas:

- a porcaria da GM com o seu Prisma (seu primeiro grande carro? hahaha, faça-me rir!);

- o Speedy (assine e os seus problemas vão acabar! mentira, Speedy é uma bosta!);

- o Terra (anunciando que é o maior, mas só em receita bruta, está nas linhas pequenas e praticamente invisíveis que eu consegui ler de tanto que passou o comercial); e

- a porcaria do shampoo da Loreal com pérolas (não é magia, é ciência, em uma dublagem péssima).

Haja paciência!

 




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