Proteja a Terra

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Leia, se informe e colabore a proteger o planeta.

Eu leio

Alegria, Alegria
de Caetano Veloso

Caminhando contra o vento
Sem lenço, sem documento
No sol de quase dezembro
Eu vou

O sol se reparte em crimes,
Espaçonaves, guerrilhas
Em cardinales bonitas
Eu vou

Em caras de presidentes
Em grandes beijos de amor
Em dentes, pernas, bandeiras
Bomba e Brigitte Bardot
O sol nas bancas de revista
Me enche de alegria e preguiça
Quem lê tanta notícia
Eu vou

Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos
Eu vou
Por que não, por que não

Ela pensa em casamento
E eu nunca mais fui à escola
Sem lenço, sem documento,
Eu vou

Eu tomo uma coca-cola
Ela pensa em casamento
E uma canção me consola
Eu vou

Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome sem telefone
No coração do brasil

Ela nem sabe até pensei
Em cantar na televisão
O sol é tão bonito
Eu vou
Sem lenço, sem documento
Nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo, amor
Eu vou
Por que não, por que não...

Notícia

De onde vem a consciência individual e única?

Agência Fapesp/Alysson Muotri

O cérebro de cada ser humano é especial e corresponde a uma consciência individual única. O que os cientistas se perguntam é como esse órgão de bilhões de terminais nervosos se torna uma mente.

Essa questão ainda desafia a ciência, mas as últimas pesquisas indicam que a resposta está nas conexões entre as células cerebrais.

Existem áreas do córtex cerebral relacionadas a determinadas funções, como tato, fala ou visão, mas a correspondência entre funções e regiões cerebrais não é exclusiva.

Como numa orquestra

Cada região trabalha como um instrumento de uma orquestra, que atua na hora certa para combinar-se com várias outras e realizar uma função.

A função da fala ativa ao mesmo tempo regiões diferentes do córtex - nem sempre as mesmas. Conforme cada ação relacionada - escutar, falar ou pensar as palavras - as regiões ativadas variam.

"O resultado total é maior do que a soma das partes. Por isso, não podemos isolar as atividades cerebrais", diz Susan Greenfield, neurocientista da Universidade de Oxford, na Inglaterra e diretora do Royal Institution, um centro científico britânico de 207 anos .

Primorosa combinação individual

Por esse motivo, não parece sensato acreditar que a ciência um dia descobrirá um jeito de influenciar características, como habilidade para música ou tendências criminosas, a partir da intervenção no cérebro.

O cérebro é uma primorosa combinação individual, sensível ao ambiente externo. Podem-se estimular partes dele, mas não enfocar funções, que são produtos da totalidade.

"Ao alterar um componente, mexemos em todos os outros", acrescenta a professora. Também não se pode esperar que haja ligação direta entre características genéticas e funções mentais.

Experimento com ratos

Embora haja enfermidades relacionadas a um único gene, como a doença de Huntington, a coisa não é tão simples.

Um experimento com ratos que possuíam o gene dessa doença degenerativa confinou metade dos animais em ambiente com apenas água e comida. O restante ficou num ambiente enriquecido com atividades que estimulavam a ação, como rodas e labirintos.

Os ratos no ambiente enriquecido desenvolveram a doença mais tarde e em velocidade muito mais lenta. Para a pesquisadora Susan, isso mostra como o ambiente é determinante.

O corpo humano possui cerca de 30 mil genes, enquanto o cérebro tem em torno de 10 milhões de conexões. "Certamente, o gene não pode ser o centro da pessoa que você é", diz Susan.

Drogas desmontam a consciência

O ser humano nasce com todas as células cerebrais, mas suas conexões aumentam incrivelmente nos dois primeiros anos de vida.

Quanto maior o número de conexões, maior o repertório mental e maior a individualidade daquela pessoa. É ali que a consciência acontece. Cada pensamento muda as conexões cerebrais e a experiência pode aumentá-las.

Doenças como o mal de Alzheimer e a demência desmontam essas conexões e a pessoa vai perdendo a individualidade. Mas, em geral, quanto mais o doente exercita a mente, mais devagar ocorre o desmonte.

Além das doenças, a ação das drogas também impede as conexões e causa esse efeito de perda da individualidade.

Onde mora a mente

O cérebro humano tem apenas 25% de sua área cortical ocupada com o processamento dos sentidos, estímulos e respostas motoras. O restante é ocupado pelo córtex pré-frontal. Essa é a área que está relacionada ao caráter e à individualidade - mas não se sabe ainda como isso acontece.

O córtex pré-frontal, onde fica a maior parte dos neurônios, forma áreas de associação que integram informações novas com outras preexistentes, emocionais e cognitivas.

Com a chegada de estímulos externos ou internos, os neurônios são recrutados em uma espécie de "assembléia". Essa atuação em uníssono é que gera o pensamento consciente.

Filmes

Barry Lyndon (1975)

Não sou exatamente fã de filmes de época (mas prefiro estes a filmes épicos) e por isso, apesar de ser um Stanley Kubrick, enrolei tanto para ver este filme.

Não é tão bom quanto Laranja Mecânica ou 2001: Uma Odisséia no Espaço, mas ainda assim está bem acima da média.

Barry é um Sidarta que não despertou para a religiosidade - com toda a licença necessária para fazer esse tipo de análise.

Ele não é mocinho, mas também não é vilão. É um ser humano ambicioso. Tem defeitos e qualidades. E paga pelas maldades que fez.

Fofografia, cenários e figurinos deslumbrantes.

Mas 182 minutos é muito. Não precisava.


Doze Homens e Outro Segredo (2004)

Vi o primeiro filme logo que saiu no cinema, e mal lembrava dele. Sabia que quase era tão estrelado quanto o universo e que tratava de um roubo.

No segundo, um subaproveitado Andy Garcia vem cobrar o que lhe roubaram.

Reviravoltas e pirotecnia nos assaltos.

Entretenimento puro.

E no horizonte desponta o 3º. Será que precisa? Claro, afinal de contas a bilheteria é garantida!

Filmes

A Morte lhe Cai Bem (1992)

Negro, delicioso humor negro, mas com uma linha de pensamento bem condizente com o que vivemos atualmente: o que você faria para manter a beleza e a juventude? Goldie Hawn, Meryl Streep e Bruce Willis impagáveis.

Corpo Fechado (2000)

Bacaninha e original, com final surpreendente. Ou melhor: eu tô ficando ruim pra pegar as dicas e matar o final.

Sinais (2002)

Outro do M. Night Shyamalan, esse maluco que não se repete.

E se a invasão de H.G. Wells (tornada famosa por Orson Welles) fosse verdade?

Bem melhor que "Guerra dos Mundos". ETs são malvados.

Identidade Bourne (2002)

Born é nascer. Ação, muita ação, mas o Matt Damon não é tão macho assim e não convence muito. Mas a premissa, um agente com amnésia - não, não é comédia - é boa. Pena que isso fique claro desde o início da narrativa, pois poderia dar um suspense legal à trama. Mas nãoe é ação, muita ação, que o povo quer?

Supremacia Bourne (2004)

Continuação quase honesta. Poderia se perder ao matar a "Bourne Girl" no começo, mas sem a morte não haveria filme. Haja segredos e reviravoltas para segurar o enredo. Esperemos pelo terceiro que vem aí.




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