Pra terminar bem o ano: Placas Ridículas e Brasil das Placas.
Um 2007 do caralho pra todo mundo!
Mulan (1998)
A história é boa, com todas as obviedades. Vale a pena, mas não espere muito. Duvido que torne-se um clássico.
Assassinato (1930)
Hitchcock fraquinho, historinha previsível.
Os Goonies (1985)
Meu Deus, aquelas roupas foram moda! Superprodução infanto-juvenil que vale ver e rever.
Ao ler a edição de "Veja" do dia 27/12/2006, reparei em dois dados conflitantes.
A página 36, coluna "Veja Essa", diz que 69% dos municípios brasileiros têm coleta de esgoto.
Já na página 103, na coluna do senhor Diogo Mainardi, ele afirma que 40% das pessoas são atendidas pela rede de esgoto.
Gostaria saber qual das informações está correta. Já mandei e-mail para a revista. Será que eles respondem?
Lucidíssimo texto do Luis Nassif, retirado do blog dele.
A alienação de FHC
A entrevista de Fernando Henrique Cardoso na “Folha” (clique aqui)mostra que o ex-presidente ainda não se antenou para os novos ventos políticos, no Brasil e no mundo.
Aliás, não se antenou em 1994. Com inúmeros novos valores fundamentais surgindo –a questão da gestão, as novas ferramentas de política social, as estratégias de colocação dos países na nova economia global, o novo modelo de Estado – sua visão de mundo continua se resumindo aos meios, jamais aos fins, com uma superficialidade acachapante. Como fez durante todo seu governo, limita-se a levantar bandeiras soltas (privatização, reforma do Estado) sem nenhum plano estratégico por trás.
Sua opção pela liberalização financeira, ao invés da liberalização comercial, foi o maior erro estratégico que o país cometeu na sua história moderna. Seu descuido em relação à absorção de tecnologia do estrangeiro, ao controle das formas modernas de produção (como fez a China, com seu programa de atração de empresas, não de capitais) jogou fora a grande oportunidade aberta pela implosão da cadeia produtiva das multinacionais. A oção pela liberalização financeira provocou apreciação do câmbio, desestruturação do aparelho produtivo, concentração de renda, aumento da carga tributária, desestímulo ao empreendedorismo, esmagamento da classe média e criação de uma dívida interna que levará anos e anos ainda para ser debelada. Abandonou planos de reforma administrativa, a chance de mudar a Previdência com a privatização. E vem falar que falta agenda ao governo Lula? Falta agenda ao país há doze anos.
Mas esqueça-se o passado, e vamos olhar para frente. Na mesma edição da “Folha” tem o artigo “O auge da globalização já passou?”, de Rawi ABdelal e Adam Segal, publicada no "Foreign Affairs" ( clique aqui). Os autores deixam claro que, com a decepção trazida pela liberalização financeira dos mercados, os novos valores que começam a se impor são o do controle gradativo dos fluxos de capitais e a atenção à inclusão social.
Em sua longa entrevista, FHC continua agarrado aos meios (privatização e redução do tamanho do Estado) esquecendo-se dos fins. Não toca em nenhum momento na questão da liberalização financeira, como se fosse um dado imutável da realidade, aceito universalmente sem nenhuma espécie de questionamento, não consegue enxergar a gestão como elemento fundamental de reforma de Estado, passa ao largo da inclusão social, como elemento estruturante de qualquer política econômica legítima.
Aliás, é chocante a diferença de dimensão entre sua visão estereotipada de reforma do Estado, e o que foi exposto na “Folha” de sexta por Antonio Anastasia, Secretário do Planejamento de Minas.
Em outras entrevistas, sustentou que o PSDB precisa reconquistar a Academia. De que maneira? Qual a idéia legitimadora? Qual a estratégia mobilizadora: a defesa do seu governo? Com exceção de Boris Fausto e meia dúzia de professores tucanos, que intelectual endossaria uma proposta tão vazia assim? Em seu governo, a idéia do crescimento com inclusão social passou encilhada, e ele não montou, deixou de bandeja para Lula. Agora, pretende reconquistar corações e mente em cima de valores que ele próprio desmoralizou com sua falta de visão estratégica?
Diz que o PSDB deve se apresentar como o partido dos contribuintes e dos empreendedores. Mostra não ter assimilado ainda o aparecimento da nova massa de cidadãos, ou pelo menos abdicado de disputá-los com Lula. Mas quem matou a classe média, por excesso de impostos, e o empreendedorismo, por falta de câmbio, excesso de juros e nenhuma vontade de melhorar o ambiente econômico, deixando tudo por conta da liberalização financeira e da privatização?
Repito o que já escrevi algumas vezes. O PSDB precisa se refundar. Mas o passo inicial é exorcizar o ectoplasma de FHC. É a âncora que o mantém amarrado a um passado estéril, anacrônico, falsamente moderno, e que o afastou da classe média, que era sua base, e não lhe abriu espaço junto ao novo eleitor que surgiu.

Esse negão era foda!
Aumentar passagem de ônibus de pobre pode. Atrasar viagem de avião de rico, não pode. E com o MEU dinheiro, MEU imposto que vai pra FAB. Lula, que vergonha!
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