Sou medíocre, mesquinho e pequeno e, apesar de estar ciente disso, não mudo. É fácil pra mim, não tentar mudar e dizer que não consegui. Mas sou tão mesquinho que digo, sou tão canalha que faço.

Sempre à procura de um qualquer. Somente a loucura pode fazer esquecer.

Aborto

Comecei a escrever isto em fevereiro deste ano e nunca terminei. Eu sou bom em abortar projetos.


É impressionante como um punhado de papel e um pouco de tinta podem mudar a vida de um homem! Não, não falo de decisões tomadas por juízes distantes, alheios e, por vezes, imparciais. Falo de escritores tão universais que conseguem, em uma frase, mudar o rumo de uma vida. Mas esse não é o meu caso, nem a pretensão desse livro. Prazer, meu nome é X, e agora vou contar tudo o que eu poderia ter sido mas, por alguma razão – quem sabe aqui revelada -, não fui.

Creio que a maior causa de suicídios é a desesperança. Pessoas não se matam por que têm medo do presente, mas sim por que preferem não conhecer o fututo. E eu, já que estou aqui escrevendo, não tive a devida coragem de tirar minha vida.

São as frustrações, são os momentos em que você passa vergonha, é humilhado, tem medo ou simplesmente não consegue reagir como gostaria a uma situação, que formam o que você realmente é. O que você é para você mesmo, mas não quando você está sozinho. O que você é quando não tem controle sobre seus pensamentos ou atitudes. O que você é nos seus sonhos.

E sonhar nada mais é que uma forma de paixão. Desde a antuguidade o sonho fascina, vaticina, ilumina e, quando menos se espera, cai. A paixão nada mais é que o encontro de algo ou alguém que te entenda naquele momento. Só nos apaixonamos pelo que é óbvio que nos apaixonaríamos. Só nos apaixonamos pelo que é próprio de nós mesmos.

E o pior tipode apaixonado sou eu – será também você? -, que me apaixono pelo que não é óbvio, pelo que é difícil, pelo que gostaria eu de ser, mas que nunca serei. Sou um apaixonado pelas frustrações.

Nos momentos mais difíceis, onde a desilusão torna-se clara e dolorosa – e quanto mais dor, melhor – lá estou eu próximo a alcançar a felicidade plena, próximo de me sentir Deus. O Deus que eu acredito, é claro: irônico, rancoroso, que sofre por estar sozinho e cria um mundo todo em sua volta somente para se divertir. E que se diverte com a desgraça alheia, com o sofrimento dos outros, somente para se sentir mais infeliz ainda e, assim, ficar bem.


Nos idos de minha infância envolvi-me cegamente com a Igreja Católica para, depois, poder despertar em mim um falso punk. Foi de extrema importância essa passagem pela Igrja. Foi lá onde vi que Deus não era misericordioso, mas sim um sacana mul-humorado que, em um rompante de solidão, criou a situação propícia para que pudéssemos existir. Foi na Igreja onde tentei me podar para me encaixar. E foi depois de minha fase punk, onde drogas, sexo e álcool eram uma constante, que resolvi que Deus existia, sim, e que Ele não era nada daquilo que me empurraram durante a infância. Até hoje só acredito em uma coisa que a Igreja disse: Deus fez o homem à Sua imagem e semelhança. Ou seja, assim, como eu, Deus é um filho-da-puta.

E hoje, já morto, escrevo essas linhas que niguém lerá somente para contar que realmente eu sou Deus.


Depois de muito protelar, aos 25 anos resolovi sair debaixo das acolhedoras asas de minha mãe. Longe de ser uma figura convencional, eu achei que minha mãe  era desbocada, emancipada e moderna. Ou, pelo menos, era isso que ela achava até descobrir que seu filho não estava nem aí para as meninas. Foi só então que pude ver com clareza que ela era um quadrado disfaçado de bola. Não chegou ao extremo de me condenar, mas nunca compreendeu que nasci com minha sexualidade definida, que ser gay era algo natural para mim, e não uma escolha. E até hoje ainda me culpo por suas crises de depressão. Mas ela agüentou firme até onde pôde, mas nunca conseguiu dizer que me amava depois de me pegar na cama com um namoradinho, aos 17 anos. Morreu aos 70, mas já não atinava há tempos. Alzheimer.

Já meu pai morreu feliz em sua pseudo-ignorância. Ele fingiu esperar durante toda sua vida o casamento de seu filho e o tão sonhado neto. Era uma figura que dava mais valor ao dinheiro que às pessoas. Morreu sem amigos, mas me deixou dinheiro suficiente para não trabalhar depois de sua morte. E, se houvesse algum lugar além dessa vida ridícula de onde ele pudesse olhar o que fiz depois de sua morte, ele morreria novamente de desgosto. Mas em vida ele simplesmente preferia não ver o que era tão explícito.


Foi aos 25 anos que comecei a morrer. O processo durou muito mais que eu esperava, mas eu nunca me dei conta de que eu estava a cada segundo mais próximo da tão óbvia morte. Foi aos 25 anos que eu acreditei no amor. O nome dele era Y. E foi Y que nunca me deixou esquecer o que é viver.

Durante os…

Aqui jaz

Morte aos 16 é tão triste...

Triste notícia

Relatório da ONU mostra que 2% da população detém mais da metade da riqueza mundial, incluindo propriedades e ativos financeiros.

A mesma pesquisa ainda mostra que aos 50% mais pobres só cabe 1% da riqueza.

E viva o capitalismo, viva a globalização!

Esse é o Papai Noel!!!
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Do Blue Bus
Achei o fim da internet! Clique aqui.
Contos de Fadas

O ser humano precisa crer em contos de fadas, desde sempre.

O mais famoso é o do tal menino Jesus.

Perdidos no tempo, temos vários: Cinderela, Branca de Neve, Peter Pan, Rapunzel...

Hoje, na falta de ilusões, a TV substitui os contos, induzindo o espectador médio a continuar com seu sonho. E haja programas que mudam a vida das pessoas, como "O Aprendiz", "Big Brother Brasil", "Bailando por um Sonho", entre muitos.

Isso dava até tese, mas estou com preguiça de escrever mais. Mas a idéia está colocada - e é real.

Futebol

"Agradeço muito ao São Paulo, que é meu clube de coração. Se não fosse o São Paulo, com certeza eu não estaria aqui recebendo esse prêmio." - Rogério Ceni, em momento de obviedade, agradecendo ao prêmio que recebeu ontem como Craque do Brasileirão.

E o pior é saber que ele é um dos jogadores que fala e raciocina melhor...

Terra

Pra não falarem que eu só pego no pé do UOL, repare na concordância do Terra:

Mad Max (1979)

Lixo.

As Crônicas de Nárnia: o Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupas (2005)

Tem coisas que só a Disney faz pra você. E, mesmo qe seja óbvio e repetitivo, você ainda ama.

A Liberdade é Azul (1993)

Tudo o que o cinema deveria ser. Sempre. Uma verdadeira aula.

Jornalismo

Trabalhei por um curto período com esse cara (bem distante dele, diga-se) e não tenho saudade, mas ele é inteligente e tem ótimas análises.

Jornalistas nao sao mais os atores principais do jornalismo
do Blue Bus

No debate sobre a midia e eleiçoes do sabado na Faculdade Cásper Líbero, leia anterior, o presidente do Internet Group, Caio Túlio Costa, disse que a maior derrotada das últimas eleiçoes foi a mídia - “Se fizermos uma análise precisa das últimas eleiçoes, vamos perceber que há um grande derrotado que nao é o PSDB. A grande derrotada foi a mídia como um todo, porque nao conseguiu formar opiniao”. Avalia que isso aconteceu porque os veiculos se concentraram no objetivo de tentar impedir a reeleiçao de Lula abdicando da sua funçao de informar. Aprofundou - "Nem nós jornalistas nem os políticos perceberam que há uma extraordinária transformaçao na questao da comunicaçao". Caio lembrou que nao dá mais para falar em mídia sem falar no poder que as pessoas conquistaram ao se tornarem interlocutoras do jornalismo - “Hoje (com a internet) as pessoas têm a possibilidade de estar na mídia, de poder interferir na mídia”. Ensinou - “O papel que os jornalistas tinham antes, de atores principais, mudou”.




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