Minha irmã querida,
amor da minha vida,
eu ia escrever um poema,
mas tive uns pobrema...
E não escrevi, não!
Beijos, feliz aniversário, te amo!

Olha o redator dormindo:

O jornal Lance! descobriu que um jogador do time sub-15 do Santos tem, na verdade, 18 anos. Antes do linchamento moral, vale resumir a história:
Trata-se de um moleque de rua que não sabe a idade que tem, quem são os pais e nem onde nasceu extamente. Um negociador espertalhão viu o garoto jogando bola e quis ganhar dinheiro em cima. Ele falsificou os documentos e orientou o menino - que, de moleque de rua, passou a ter uma possibilidade de futuro, alojamento, estudos e bolsa de R$ 600.
OK, onde quero chegar?
Há poucas semanas descobri um site chamado www.resgatesantista.com.br, que passei a ler diariamente.
Fiquei surpreso com a seguinte frase na matéria sobre o gato, e comecei a colocar em xeque a qualidade do site.
"A informação de que Karioca seria gato chegou ao Portal há cerca de dois meses, algum tempo depois de publicarmos, com exclusividade, uma entrevista com ele, que se destacava com seus golaços na base santista. Mas faltavam elementos que provassem que o garoto era gato e, além do mais, o Infantil do Santos ainda disputava o Campeonato Paulista e o Portal não quis se aprofundar em um assunto que poderia prejudicar o time."
Afinal de contas, devo encarar o site como jornalístico ou como site de torcedor? A ética (não vou citar o chato marceneiro, do Abramo) entra onde, em um universo dominado pela paixão?
Ele foi meu professor e orientador do trabalho final na faculdade, é editorialista da Folha de S.Paulo e escreve, às quartas, na última página do caderno Ilustrada. Copio aqui, sem pedir licença mas dando todos os créditos, o lucidíssimo (superlativo de lúcido, achei comprovação de que existe em um texto da ABL) texto dele de hoje:
Magreza, "karoshi" e Guinness
A absoluta magreza não é um ideal de beleza, mas, sim, de elegância incorpórea e inatingível
Por Marcelo Coelho
FIQUEI PENALIZADO ao saber da morte por anorexia da modelo brasileira Ana Carolina Reston e acho corretas as iniciativas governamentais para limitar a magreza nas passarelas. Em Madri, as autoridades conseguiram impedir que duas moças à beira da inanição participassem de um desfile.
Medidas desse tipo são capazes de proteger a vida de algumas profissionais da moda. Mas sou um pouco cético quanto à possibilidade de se reverter o atual "padrão de beleza feminina". Lembro-me de um romance policial escrito lá pelos anos 40, não sei se por Leslie Charteris ou Erle Stanley Gardner. Numa praia, o detetive se inquietava com um mistério. A passo rápido, uma jovem bastante robusta, de biquíni, percorria incontáveis vezes a extensão do paraíso mexicano onde o herói, instalado sob um guarda-sol, refrescava-se com doses de gim-tônica.
Cedo ele descobre que a moça estava se exercitando para participar de uma campanha publicitária. A idéia da campanha era contestar a silhueta excessivamente esguia das modelos de então. Isso em 1940...
Tenho a impressão de que a absoluta magreza no mundo da moda não significa um ideal de beleza, ou de atratividade sexual feminina, mas, sim, um ideal de elegância incorpórea e inatingível. As atrizes de maior sucesso, embora magras, nem de longe se assemelham às modelos.
Procura-se transmitir, com esses corpos esqueléticos, o mesmo que se procura com as próprias roupas dos estilistas. Não se trata de roupas que alguém possa usar no dia-a-dia; do mesmo modo, ninguém usa um carro de Fórmula-1 nas ruas de uma cidade. Também esses corpos são "inutilizáveis", impossíveis de entrar em circulação na vida real, e arcabouço frágil demais para abrigar uma alma humana. Muito bem. O raciocínio não impede que dezenas de milhares de jovens estraguem sua saúde procurando justamente o que não podem atingir: uma alma sem corpo, mas agraciada pela mais sobrenatural beleza física.
Sabe-se que a anorexia está ligada a distúrbios de auto-imagem: a pessoa se vê no espelho e não se convence de que está magra, esforçando-se para passar mais fome ainda. Mas é possível que existam outros distúrbios em jogo. Os efeitos do tal "padrão de beleza fashion", na verdade, correspondem a um fenômeno bem mais profundo e generalizado, de que quase todos nós somos vítimas.
Trata-se do "padrão de auto-superação", uma espécie de incapacidade para reconhecer os próprios limites. As atenções se voltam para a anorexia, mas li recentemente sobre outro fenômeno também assustador.
O jornalista Carl Honoré, no seu livro "Devagar: Como um Movimento Mundial Está Desafiando o Culto da Velocidade" (editora Record), fala do "karoshi". A palavra japonesa designa a morte por excesso de trabalho. Foi o que aconteceu com um corretor da Bolsa de Tóquio, Kamei Shuji. Ele trabalhava 90 horas por semana e era visto como um modelo por seus colegas. Passou a trabalhar mais ainda, treinando quem queria imitá-lo. A situação se agravou quando o valor das ações no mercado japonês despencou; ele tinha de recuperar os prejuízos. Morreu de ataque cardíaco, aos 26 anos.
Pode ser coincidência, mas nunca vi tantos jogadores de futebol morrendo do coração como nos últimos anos. A idéia de "superar os limites" é tão presente nas programações esportivas quanto a magreza nos desfiles de moda; com o agravante de ser associada a saúde e bem-estar.
"Você pode": que outra mensagem, se não essa, é veiculada pelos cartões de crédito, enquanto à nossa volta mais e mais pessoas afundam em pesadelos de inadimplência?
Folheio a esmo esse almanaque de curiosidades e horrores que é o Guinness. Até que há muitas coisas interessantes, ou que, pelo menos, não pertencem ao ramo da psicopatologia humana: a Austrália é recordista mundial de roubos, Andorra é líder no consumo de chicletes, o maior aquário do mundo está em Atlanta, e o maior fracasso de bilheteria é "A Ilha da Garganta Cortada".
Mas há o campeão de malabarismo com serra elétrica ligada, o maior construtor de castelos de cartas, o homem que engatinhou 56 quilômetros, o outro que tocou sineta por 28 horas. Não há limites para nada, em especial para a estupidez.
São poucos, naturalmente, os que se dedicam a quebrar esse tipo de recorde. Mas todo mundo tem seu recorde particular, os competidores com quem se mede, suas metas de superação. O que é necessário, sem dúvida; o problema é que ninguém sabe quando tem de parar. Esse artigo, pelo menos, fica por aqui.
Uma hora depois do post abaixo, venho contar que acabei de ler a capa da Folha de S.Paulo.
A manchete: Bancos lideram doações a Lula.
Só na linha fina, aquela logo abaixo da manchete (que quase ninguém lê), vem escrito: Campanha do petista recebeu R$ 10,5 milhões, mesmo valor doado por instituições financeiras a Alckmin
Que vergonha do jornalismo brasileiro!
A primeira imagem é da home do UOL às 13h30 do dia 29 de novembro de 2006. Perceba o que está escrito no destaque em vermelho.
A segunda é da página da reportagem que apareceu quando cliquei no destaque, no mesmo dia e horário. Agora leia o destaque em vermelho.
Home page

Página interna:

Tirem suas próprias conclusões.
Segunda, depois de assistir um filme dei uma zapeada. Eis que paro no programa da Hebe Camargo, que estava anunciando que, no bloco seguinte, teria uma apresentação do Cirque du Soleil. Esperei pacientemente os comerciais, vi pedaços da apresentação da supermegabandalegal Harmonia do Samba (aquela do marido da inteligentíssima Carla Bunda Perez)...
E eis que entra um casal vestido de palhaços, mas com uma prodrução muito estranha para os padrões do circo canadense... Logo em seguida, a Hebe começa a conversar em português. Achei estranho. Segundo depois, ela apresenta: os malabaristas do Circo Vox! Tenha a santa paciência, dona Hebe!
Do Blue Bus - não é novidade, mas é divertido
Mulheres falam 20 mil palavras por dia, os homens só 13 mil
As mulheres falam quase 3 vezes mais do que os homens e têm mais celulas do cérebro envolvidas na tarefa de falar. É o que diz a Dra Luan Brizendine, psiquiatra, que está lançando na Inglaterra 'The Female Mind'. Afirma que as mulheres falam em media 20 mil palavras por dia - enquanto os homens falam cerca de 13 mil. A diferença seria explicada por uma questao hormonal desde a formaçao dos bebês no utero. Ainda de acordo com a Dra Brizendine, por conta do hormonio testosterona, a area da audiçao seria menor nos cerebros masculinos - o que deixaria os homens 'surdos' para o falatorio feminino. Noticia do Daily Mail.
Essa eu só fiquei sabendo agora: o (excelente) dicionário inglês Merrian-Webster elege, há três anos, as "10 palavras que definem o ano".
Para votar, acesse aqui. A minha foi "fear" (medo).
Em 2005, foram as escolhidas:
Em 2004:
Em 2003:
"Caché" (2005)
Delicioso suspense/drama francês. A história é inusual e você não sabe pra onde ela te levará. E o final deixa muita coisa no ar.
Com os superatores Daniel Auteuil (de O Oitavo Dia; O Closet; A Rainha Margot), Juliette Binoche (Chocolate, O Paicente Inglês) e Maurice Bénichou (O Fabuloso Destino de Amélie Poulin).
"Carros" (200)
História cheia de obviedades, mas que funciona. Mas não é um filme marcante.
(Obs.: O filme foi lançado na semana passada e eu fui o segundo a alugar o DVD. Já estava riscado. Senhores pais, por favor, não deixem os seus filhos manusearem os discos! Obrigado)
"Cinderella" (1950)
Clássico com "c" maiúsculo. Esqueça da Cinderella e veja a madrasta. Ele é fooooda!
E, vale lembrar: se Cinderella não tivesse sido o sucesso que foi, hoje não teríamos a Disney - ela provavelmente teria quebrado.
"Alice no País das Maravilhas" (1951)
Viagem de ácido.
Destaque para o minidocumentário sobre a feitura do filme: o entrevistado é o Walt Disney!
"Escola de Rock" (2003)
Jack Black é um saco. Exagera demais, perde a mão. E é muito estrela. Ainda prefiro o Jim Carrey.
Mas vale por mostrar um pouco do que é o rock pra essa geração péssima do black-pop-hip-hop-eyed-peas-americano e funk-pseudo-miami-bass-carioca que está se formando.
Destaque para Joan Cusack, como a diretora da escola. "Ótema!"
"Superman - O Retorno" (2006)
Se você não viu o filme e não quer que eu seja desmacha-prazeres pare de ler aqui.
OK, OK, o filme, é claro, é forçado em demasia. A Louis Lane chacoalha mais que bunda de mulata da mangueira dentro do avião, logo na primeira cena de ação, e sai sem um arranhão. O Lex Luthor de Kevin Space é divertido. E usa perucas, hahaha!
Mas o mais impressionante é que tornaram, neste filme, o Superman um (quase) adulto. E, com isso, abriram caminho para fazer mais 300 filmes do herói. Afinal de contas, o Superman tem um filho! Dá pra fazer agora até um filme dissecando a troca de material genético kryptoniano com o humano. O moleque pode crescer um mosntrinho!
Brincadeiras à parte, o Superman agora simplesmente fica mais vulnerável aos ataques de Lex Luthor, que, certamente, focará seus esforços para atingir Louis Lane e o pimpolho Jason (qualquer semelhança com o filme de terror é mera coincidência).
É um bom filme, apesar das obviedades e maneirismos. Deu vontade de assistir aos anteriores. Essa semana já corro na locadora, claro.
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