"Entre Quatro Paredes" (Jean Paul Sartre)
Não, eu infelizmente não vi uma montagem dessa peça, mas sim li o roteiro. Sensacional. Denso, criativo, genial.
Três pessoas que não se conhecem chegam ao inferno e terão de se aturar por toda a eternidade. Veio dessa peça a famosa frase "o inferno são os outros". Não conto mais nada ou então perde a graça. Imperdível.
"Todos os Homens do Presidente" (1977)
Tudo que é escândalo político no Brasil vira "algumacoisaGATE". Teve o pittagate, agora tem o dossiêgate. Quem não manja um pouco de história americana pode não saber o pq desse "gate". Para entender, você pode ver esse filme, com Dustin Hoffman e Robert Redford interpretando os jornalistas do Washington Post que desmascararam uma rede de corrupção que fez o presidente reeleito Richard Nixon renunciar. O caso entrou para a história americana (e para a do jornalismo) como Watergate.
Como obra de arte, o filme não é nada de mais. Também pq filmar jornalista checando informação pelo telefone não é a coisa mais interessante do mundo. Vale mesmo para conhecer a história.
"O Franco-Atirador" (1978)
Implicações da guerra na vida das pessoas. Americanófilo. Chato. Devagar. Nem o elenco com Robert De Niro, John Cazale, John Savage, Christopher Walken e Meryl Streep salva.
Deu no UOL:
"Sonambulismo sexual" intriga cientistas
LONDRES (Reuters) - Pesquisadores tentam entender um raro distúrbio que faz as vítimas procurarem sexo enquanto estão dormindo, disse a revista New Scientist na quarta-feira.
As pesquisas sobre esse "sonambulismo sexual" são dificultadas pelo fato de os pacientes, por constrangimento, não o relatarem, e os médicos tampouco terem o hábito de perguntar a respeito.
Por enquanto não há cura para o distúrbio, que muitas vezes leva a dificuldades nos relacionamentos.
"Realmente me incomoda que eu não possa controlar isso", disse Lisa Mahoney à revista. "Assusta, porque não acho que tenha algo a ver com o parceiro. Não quero que esse problema idiota nos prejudique em longo prazo."
A maioria dos pesquisadores considera o caso uma variação do sonambulismo, embora os "sexonâmbulos" tendam a ficar na cama, ao invés de saírem andando.
O sonambulismo atinge de 2 a 4 por cento dos adultos, enquanto o "sonambulismo sexual" supostamente não é tão comum, segundo Nik Trajanovic, pesquisador da clínica de sono e vigília do Hospital Western, de Toronto.
Mas uma pesquisa realizada em 2005 pela Internet junto a 219 pacientes concluiu que o problema é mais difundido do que os relatórios médicos fazem supor.
"A maior parte das vezes o sexo adormecido acontece entre pessoas que já são parceiras", disse Mark Pressman, especialista em sono do Hospital Lankenan, de Wynnewood, Pensilvânia, à New Scientist.
"Às vezes (os cônjuges dos pacientes) odeiam, às vezes toleram. Em raras ocasiões você tem histórias de gente que gosta mais do que do sexo acordado", acrescentou.
Como não há cura, a atenção a fatores desencadeadores -- como estresse ou privação do sono -- pode ajudar. O psicólogo Michael Mangan, da Universidade de New Hampshire (EUA), criou um site para ajudar os pacientes -- www.sleepsex.org.
Já Trajanovic está desenvolvendo um procedimento para diagnosticar o "sonambulismo sexual" em processos judiciais nos quais o paciente é acusado de violação sexual.
(Por John Sinnott)
Tá certo que o Uol é cheio de estagiários, mas muitas vezes os redatores de lá ultrapassam o ridículo.

Qual será o SLOGAN que ele está gritando?
1) Globo: A gente se vê por aqui.
2) Viva o lado Coca-Cola da vida.
3) Amo muito tudo isso.
4) O único com 10 dias sem juros no cheque especial.
5) Dedicação total à você.
Segundo o pai "Aurélio":
Slogan: S. m.
1. Palavra ou frase usada com freqüência, em geral associada a propaganda comercial, política, etc.
Ano que vem as coisas devem esquentar na Fórmula 1, mas eu vou sentir saudade do queixudo.
E qual dos "novos" pilotos tem mais chance?





Eu acho que esse Button vai dar trabalho... ;-)
Olhem esse spam que eu recebi! O melhor é o aviso, que diz: "seus ganhos podem não ser tão altos como os de Donald Trump". Hilário!

No primeiro post sobre o carro da Red Bull Racing correndo nas ruas de Sampa eu levantei a questão: quem pagou a hora extra doa PM e da CET?
A resposta apareceu hoje, no site Interpressmotor (horrível esse nome, não?):
"A equipe Red Bull Racing desembolsou R$ 37 mil para desfilar seu carro de Fórmula 1 no último dia 19 pelas ruas de São Paulo. A informação é de uma fonte graduada da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), segundo a qual a escuderia chegou a reclamar pelo fato de ter de pagar aos cofres públicos para realizar a ação promocional. “Não existe almoço grátis. Foi preciso fechar todo um percurso pelas ruas da cidade. Alguém tinha de pagar por isso. Senão quem iria pagar seria a população”, disse a Interpress Motor. O carro, pilotado pelo alemão Michael Ammermuller, percorreu no início na última quinta-feira 7,7 quilômetros entre o Teatro Municipal (de onde saiu às 5h42 da madrugada) e o parque Ibirapuera, passando pela avenida 23 de Maio. Todo o trajeto foi percorrido em três minutos e meio. Ao final o veículo parou com superaquecimento, e extintores tiveram de ser acionados."
Para as bestas que me enviaram o e-mail sobre a ONG Amigos de Plutão:
Leia a retratação que o jornalista Carlos Chagas fez sobre a falsa notícia:
Metáforas fazem parte da crônica política. Já escrevi que as oposições contrataram Sherlock Holmes para investigar a participação de José Dirceu no mensalão. Contei a passagem do genial detetive por Brasília. Nem o ex-chefe da Casa Civil sentiu-se agravado, muito menos os descendentes de Connan Doyle preocuparam-se com o uso indevido do personagem.
Com freqüência, apelando para a ficção, costumo trazer à realidade nacional mortos ilustres como Getúlio Vargas, Ulysses Guimarães e Tancredo Neves, que comentam e até participam de lances conturbados da política. Para não falar na intromissão de Napoleão, Maquiavel, Alexandre o Grande, Pedro Álvares Cabral e personagens da História instalados pela minha parca imaginação nas avenidas e palácios da capital federal. Nenhum protesto, até agora.
A 29 de agosto, enveredei pela mesma trilha, diante da desclassificação de Plutão de planeta para asteróide. Por conta da proliferação de ONGs fajutas mamando nas tetas do governo, uma delas, que a imprensa divulgara ser dirigida por um ex-líder sindicalista, imaginei outra, a "Sociedade dos Amigos de Plutão".
Ao descrever suas atividades, obviamente fictícias, não resisti à tentação de apresentá-la como da mesma forma presidida por líder sindical, suposto amigo do presidente, claro que inexistente, por isso jamais fulanizado. A ONG teria sede na Esplanada dos Ministérios e seus diretores empreenderiam farta e luxuosa viagem ao redor do mundo, pregando a imprescindível reabilitação de Plutão.
Esclarecendo dúvidas
Simples metáfora, mas, reconheço, sem a caracterização explícita. Como no período eleitoral que agora se encerra andam exasperadas as emoções, houve quem supusesse naquela crônica uma agressão ao PT, às lideranças sindicais, ao presidente e à Esplanada dos Ministérios. Penitencio-me, para que não haja dúvidas. A ONG "Sociedade dos Amigos de Plutão" não existe. Pelo menos, ainda não foi criada.
Para evitar a repetição de um problema que já relato, lembro a Lei de Imprensa, dispondo de uma figura denominada retratação. Quando, no mesmo espaço, na mesma página, um jornalista se retrata, reconhecendo o erro, cessa ou nem se inicia a respectiva ação penal....
Clique aqui para ler a íntegra da retratação
Clique aqui para ler a íntegra da "crônica" com a falsa notícia
"Lilo & Stitch" (2002)
Longe, mas muito longe da qualidade dos clássicos da Disney.
Pensando que a Pixar, em parceria com a Disney, já tinha lançado um ano antes "Monstros S.A.", vemos que a melhor coisa que a Disney fez foi comprar a Pixar mesmo.
Só assista se for para acompanhar uma criança.
"A Liga Extraordinária" (2003)
Nem Sean Connery salva. Efeitos especiais em sua maioria lamentáveis, história fraca, erros de continuidade a dar com o pau. Não perca seu tempo.
"O Paizão" (1991)
Um filme politicamente incorreto com final feliz. Destaque para as pontas de Rob Schneider e Steve Buscemi.
Para ver com toda a família. Mesmo que você ache o Adam Sandler um saco.
"A Hora do Pesadelo" (1984)
Sim, por incrível que pareça eu não tinha visto esse filme.
História boba e divertida. Johnny Depp franguinho de tudo, muito inseguro. Elenco muito mal escolhido e dirigido. Muitos chavões - mas eu não sei dizer se são chavões hoje ou se foram criados nesse filme pelo diretor Wes Craven (de "Pânico").
Não gosto de filme de terror com personagens irreais, prefiro os que poderiam realmente acontecer - ou seja: tem de ter algum maluco perturbado, como em "Psicose" ou "O Albergue".
Não verei as continuações do Fred Kruger, aí já é pedir demais...
Li essa notícia da "Folha de S. Paulo" e entendi o que é o tal "choque de gestão" que o Alckmin pretende fazer no Brasil! Simplesmente trata-se de gastar tudo que dá rapidamente e depois parar!
Olha que legal:
Sem verbas, Lembo reduz ritmo de obras
Estado de São Paulo pára, atrasa ou diminui investimentos e projetos de transporte; trabalhos em rodovias caem até 80%
por Alencar Izidoro e José Ernesto Credendio
Algumas das principais obras e projetos de infra-estrutura de transporte do Estado de São Paulo tiveram seu ritmo reduzido drasticamente ou foram até paralisadas pelo governo de Cláudio Lembo (PFL), que conta os dias para terminar seu mandato e procura cortar gastos para não descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Os atrasos ou as interrupções dos investimentos -situação que será herdada por José Serra (PSDB) em 2007- foram intensificados nos últimos meses e envolvem de rodovias do interior à expansão da rede sobre trilhos da Grande São Paulo, do Rodoanel ao recapeamento das marginais Pinheiros e Tietê.
A LRF proíbe os governantes de deixar pendências financeiras para os seus sucessores. Na metade do ano, Lembo enviou ofício a todos os secretários vetando novos investimentos e determinando "redobrada atenção" e "rigorosa austeridade nos gastos públicos".
O secretário de Estado de Planejamento, Fernando Braga, afirma que os cortes são necessários para adaptar os gastos à realidade orçamentária, mas que não haverá déficit.
O trecho sul do Rodoanel, que ligará a Régis Bittencourt a Mauá, no ABC paulista, obteve a licença definitiva no final de agosto. No mês seguinte, foi aberta uma única frente de trabalho -das cinco previstas.
Dos R$ 200 milhões esperados para a construção em 2006, Lembo deve investir menos de R$ 80 milhões -parte devido à demora para iniciar, mas parte em razão da própria orientação de tocá-la em marcha lenta.
Meses após firmar três convênios com a Prefeitura de São Paulo, comandada por Gilberto Kassab (PFL), para desembolsar mais de R$ 100 milhões em 2006 para o recapeamento de 32 km das marginais, o Expresso Tiradentes (antigo Fura-Fila) e para obras na região da av. Roberto Marinho, Lembo teve que desistir dos investimentos.
Redução de 80%
Das obras em curso de recuperação ou ampliação de estradas, a Folha apurou que a redução do ritmo em diversos casos é de 80%. A orientação é que alguns empregados sejam mantidos, evitando a desativação de canteiros, o que elevaria os custos para a retomada.
Entre as afetadas, a interligação da av. Mário Covas, em São José dos Campos, com a rodovia dos Tamoios, principal acesso ao litoral norte, num total superior a R$ 50 milhões. Ficaria pronta no fim do ano.
Só a Secretaria dos Transportes diminuiu em mais de R$ 200 milhões as obras programadas e decidiu que nem as já licitadas pelo DER (Departamento de Estradas de Rodagem) terão suas ordens de serviço concedidas até dezembro.
Antes de sair do governo para se candidatar à Presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB) firmou contratos de R$ 176 milhões para reformar 156 km de estradas, incluindo um trecho de serra da SP-125 (Oswaldo Cruz), muito utilizada por quem viaja ao litoral norte.
O lote fazia parte de um programa do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e as obras começaram até maio. A partir de agosto, foram interrompidas. O Estado, nesse caso, culpa a demora do governo federal para a aprovação do financiamento do BID.
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