Disney e o mundo doce

Não, eu nunca foi na Disneylândia e um dia ainda quero ir. Sonho de criança. Mas esse post é pra indicar alguns vídeos da Disney disponíveis no YouTube. O meu favorito é "Fantasia", de 1940. Links para seis partes do balé "O Quabra-Nozes" presentes em "Fantasia". Puro delírio visual:

Nutcracker Part 1 of 6

Nutcracker Part 2 of 6

Nutcracker Part 3 of 6

Nutcracker Part 4 of 6

Nutcracker Part 5 of 6

Nutcracker Part 6 of 6

Agora, pedaços de animações da Disney:

Mickey nos primórdios: Walt Disney Cartoons - Mickey Mouse - Minnies Yoo Hoo

Pato Donald em um pesadelo Nazi - sem análises mais profundas, posso dizer que é sensacional: Der Fuehrer's Face

E alguns filmes - o delírio, a psicodelia totaaaaaaaal, está quase sempre presente filmes da Disney, como "Dumbo":

"Branca de Neve e os Sete Anões" (1937): Snow White and the Seven Dwarfs

"Dumbo" (1941): Pink elephants on parade (Disney Dumbo cartoon)

"Cinderella" (1950): Cinderella part 5

"A Bela Adormecida" (1959): Sleeping Beauty Part I

"A Pequena Sereia" (1989): The little mermaid

"A Bela e a Fera" (1991): Beauty & the Beast

"O Rei Leão" (1994): The Lion King Intro

Filme

"Cenas de um shopping" (1991)

Woody Allen. Bette Midler (do clássico-da-Sessão-da-Tarde "Cuidado com as Gêmeas"). Discussões de casal com um megashopping de fundo. O mais legal é ver os coadjuvantes - como o Mímico -, que dão subtexto às cenas. Diversão garantida.

Música

Quais são as 5 maiores bandas de rock do mundo hoje?

Eu pensei, pensei, pensei e cheguei aos 5 nomes, não necessariamente nessa ordem: U2, Pearl Jam, Green Day, Red Hot Chili Peppers e Rolling Stones.

Quem se habilita a dizer quem seria o sexto? E o sétimo? Até o dez.

Foo Fighters? Oasis?

A lista pode virar "as 10 mais" se alguém conseguir me convencer. Mas eu estou falando de bandas que tenham história, nada de me vir com Strokes, Weezer, Audioslave ou Velvet Revolver (que, por mais que sejam do carallho, não são grandes).

Filme

"Habana Blues" (2005)

Esse é para quem gosta, acima de tudo, de música. Não é um documentário como o sensacional "Buena Vista Social Club" (se vc não viu nem me deixe saber disso!), mas sim uma daquelas tradicionais histórias de músicos que querem dar certo na vida. O mais legal é que o filme aborda vários gêneros musicais. E é do caralho ver o que eles fazem com o hip-hop, punk e nu-metal. A influencia dos EUA é grande, mas eles transformam tudo com uma ginga tremenda.

Parabéns

Meu "braço direito" no mundo virtual completa 8 anos. Parabéns, Google!

Escondidinho pode!
Justiça decide que sexo no trabalho não justifica demissão por justa causa
Da Redação do UOL

Decisão dos juízes da 2ª turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-SP) estabeleceu que não se pode demitir uma funcionária por justa causa em razão de ser acusada de manter relações sexuais no ambiente de trabalho, caso não haja comprovação indiscutível do fato.

Segundo os juízes, testemunhos contraditórios não podem ser considerados confiáveis pela seriedade da acusação, que afeta a moral do funcionário.

A decisão, divulgada pelo site do TRT-SP, teve origem em razão de um recurso apresentado pela Prefeitura Municipal de Ferraz de Vasconcelos contra decisão da 1ª Vara do Trabalho daquele município, que havia convertido a demissão de funcionária demitida por justa causa sob a acusação de que estaria mantendo relações sexuais com outros funcionários durante o expediente de trabalho.

A sentença da Vara observa que o depoimento do acusador, que teria originado a demissão, foi contraditório e, além do mais, omitiu o fato de ter mantido relacionamento com a demitida.

Além disso, em depoimento, outra testemunha da prefeitura negou ter visto qualquer situação reprovável entre a acusada e outros funcionários.

Após ser condenada pela Vara, a prefeitura recorreu ao TRT-SP, insistindo que ela teria sido flagrada em relações sexuais e consumindo bebidas alcoólicas.

O juiz Sergio Pinto Martins, relator do recurso no tribunal, esclarece que a justificativa da prefeitura para a demissão por justa causa —incontinência de conduta— se caracteriza por obscenidades praticadas, "a libertinagem, a libidinagem, a pornografia, a masturbação, o atentado violento ao pudor e também pelo fato de uma pessoa não respeitar o sexo oposto".

Por lei, a dispensa por justa causa deve ser provada pelo empregador pois impedirá que o funcionário tenha direito às verbas rescisórias.

O juiz observa que como "o juiz de segundo grau não viu os fatos para dizer o que realmente aconteceu na base da guarda municipal de Ferraz de Vasconcelos, tem de ficar com o que consta do papel, com a letra fria da audiência."

O juiz Sergio Pinto Martins concluiu que "diante das contradições no depoimento da testemunha com outros elementos de prova contidos nos autos, não se pode considerar seu depoimento". E ainda: "não se pode condenar por justa causa uma pessoa se não há prova contundente de que praticou o ato. Presume-se a inocência até prova em contrário, que não está nos autos."

Os juízes da 2ª Turma mantiveram a decisão da Vara que converteu a demissão para sem justa causa, além de todas as verbas rescisórias.

"Veja" - Dispensável

Ontem fui ao médico e fiquei esperando por 1h20 para ser atendido deu tempo de ler a revista "Veja" inteira. Tenho vergonha de ser jornalista quando leio essa revista. Tenho vergonha de ser classe média quando leio essa revista. Tenho vergonha de ser brasileiro quando leio essa revista.

Na edição da semana passada achei a "Veja" mais comedida que o normal. Até uma matéria explicando pq o povão vota no Lula estava lá.

Neste ano fiz uma coisa inédita. Peguei a estrada entre Salvador e Trancoso. Ou seja: atravessei a Bahia de Toninho Malvadeza. E foi lá que eu entendi pq o povo vota nele. É uma região paupérrima. Passei pelo Vale do Jequitinhonha. Mas, pela primeira vez, eles tinham energia elétrica (programa Luz para Todos, do Lula). Tente imaginar viver sem energia elétrica. E o povo de lá, com certeza, é alcançado pelo Bolsa Família. E as estradas estavam impecáveis. É por isso que o povo vota no Lula. Pq, pela primeira vez, ele tem luz. E pode ver TV. E pode tomar banho quente. E pode se sentir parte de uma civilização que, há pouco tempo, era só sonhada.

Mas voltamos à "Veja" - que normalmente eu não leio, só dou uma olhada pois a recebo aqui no trabalho. Análise página a página:

Capa - não usaram título, só uma caricatura do Lula com uma venda sobre os olhos. Eu acompanho a "Veja" há muito tempo e não me lembro de uma capa sem título.

Índice: fotona do Lula com cara de malvado.

Páginas amarelas: excelente entrevista com o neurocientista Roberto Lent, sobre bioética. Mas o assunto ética fica no subconsciente do leitor. 

Ponto de vista, por Stephen Kanitz: artigo inteligente sobre os "intelectuais derrotados". Só que a pauta é antiga e ele não disse nada de novo. E bateu no PT indiretamente, pois a esmagadora maioria dos intelectuais sempre foram de esquerda.

Millôr: já gostei dele. Dessa vez, xis...

Cartas: imbecis congratulando a "Veja". Eu já escrevi pra lá mais de uma vez, sempre criticando, nunca publicaram...

Holofote: Alckmin vs Aécio. Jura? Que novidade...

Veja.com: autopropaganda.

Contexto: mulheres ainda demorarão a ganhar tanto quanto os homens. Novidade...

Radar: Uma das notas é essa: "Os planos de Lula de tentar reconquistar a classe média na reta final de campanha escorreram definitivamente pelo ralo." Não cita uma fonte. Não diz pq, nem diz como ele tentaria essa "reconquista", como me alertou um companheiro de trabalho e de pensatas. Ótimo jornalismo. Na mesma página, foto do Lula com cara de triste. E um quadrinho dizendo que os tucanos ainda acham que dá pra ganhar as eleições, baseado em resultados errados de boca-de-urna (pesquisa feita no dia das eleições) e dados oficiais. Ou seja: a "Veja" conclamando a todos a votar no PSDB.

Veja essa: É a parte com frases. Sempre tem uma do Lula e uma de alguém rebatendo a do Lula. Na ordem inversa, nunca. Na mesma página, lado a lado, duas notinhas curiosas: uma de um bordel e outra sobre uma igreja. Velas para Deus e o Diabo, sempre!

Matéria de capa: 1 abre e 8 matérias, 26 páginas (!!!). O normal para uma matéria de capa é ter entre 8 e 12, 14 páginas estourando. A primeira delas mostra novamente uma foto mostrando quão próximos eram Lula e Freud Godoy (do escândalo dossiêgate). Na mesma tem o "sistema solar" com Lula como sol e seus planetas (políticos envolvidos em escândalos). Aí vem uma sobre o Freud. Sobre o churrasqueiro. Aí sobre Lacerda, o bode expiatório. Aí, a pior: uma matéria dizendo que a Polícia Federal só finge que investiga o caso. Porra, mas foi a própria PF que detonou o dossiêgate! Aí uma com frase de efeito: "Pior do que o Watergate". Nela, discorre-se sobre as nove responsabilidades de Lula, como presidente e como advogado. Ela mostra Lula em fotos com Palocci, Jader Barbalho e Humberto Costa - o título: "Sinal verde para a corrupção". Então vem a penúltima, onde eles inventaram o termo "bruxaria", mas que ninguém usa. Para fechar, um jurista de 78 anos com a frase "Perdemos o sentido da civilização". Mas, no meio da matéria, ele se recusa a dar opiniões sobre responsabilidades do Lula, pois ele, que é advogado, afirma que o presidente ainda terá "sua responsabilidade apurada". Para fechar, o colunista André Petry, que conclama os leitores a fazerem uma virada nas urnas.

Internacional: papa x muçulmanos.

Gente: baboseiras.

Ciência: fóssil encontrado.

Datas: ...

Ambiente: matéria bacana com dados equivocados e sem uma fonte sequer, como percebido pelo companheiro de trabalho.. Mas não tem problema, a "Veja" não é jornalismo, é sempre a "razão".

Medicina: novas modalidades de transplantes.

Tecnologia: promessa de mais velocidade nos computadores.

Animais: leões abandonados.

Guia: bobeiras.

Gastronomia: autopropaganda (os leitores deveriam exigir desconto por tanta autopropaganda).

Livros: Vargas Llosa; um inglês falando de Portugal e um cacete no novo do Paulo Coelho (há mais ou menos um ano a "Veja" deu capa com ele).

Televisão: "Survivor" racial, novela da Globo.

Música: eruditos venezuelanos.

Diogo Mainardi: as imbecilidades de praxe, metendo o pau na "IstoÉ" (alguém ainda lê essa revista? Não tem credibilidade nenhuma há tempos!) e acusando o Lula de ter comprado a matéria da "IstoÉ". Olha a pérola: "Creio em tudo que contam de ruim a respeito de Lula". Ou seja, não importa se é verdade ou não. Na semana anterior ele tinha dito que distorcia as pesquisas para acreditar que o Alckmin tinha chance. Ou seja, ele é um jornalista que distorce os fatos. Que credibilidade tem essa anta?

Cinema: "Torres Gêmeas", deve mesmo ser uma bosta; "MeninaMá.com", deve ser interessante.

Recomendados: ...

Ensaio: Uma bela pensata batendo no Lula. Mas lúcida e real. Só não precisava dar no Paulo Betti de novo à toa.

FIM DA HISTÓRIA: A "Veja", em sua ânsia de conseguir votos para o Alckmin ir para o segundo turno, me fez pensar se não é melhor votar no Lula (um pelo outro, tanto faz) em vez de protestar com a querida Heloísa Helena. Tenho asco da "Veja".

Em breve

"Botinada", de Gastão Moreira, eterno VJ da MTV, fez esse documentário sobre o punk brasileiro, que será lançado em DVD pela ST2. Aguardando.

Inclusive eu já apareci em um documentário sobre punk. Hoje trabalho para o governo do PFL. Como o mundo dá voltas, não?

Livro

"Alta Fidelidade", de Nick Hornby

Eu já tinha lido, já vi o filme, comprei a trilha sonora dele e ainda assisti a peça "A Vida é Cheia de Som e Fúria", do Felipe Hirsch. A peça, inclusive, era sensacional. Quero ver "O Avarento" com o Paulo Autran dirigido pelo Hirsch, deve ser do caralho.

A leitura é superagradável e acessível. Mas, lendo pela segunda vez, percebi como o autor formou um personagem complexo (Rob Fleming), mas bastante fácil de se identificar. A sacada de classificar várias coisas em listas de "cinco mais" funcionou, provavelmente, para compor o personagem. E é uma técnica interessante. Para compor um personagem, fica mais fácil se você o conhecer profundamente, souber de seus gostos. Ou seja: crie listas de "cinco mais" com filmes, bandas, músicas, e depois invente "cinco mais" situações vexatórias, alegrias, relacionamentos e decepções. Pronto, quando você menos perceber, o personagem estará criado e complexo, bem fundamentado e crível. Vou adotar essa técnica.

Inclusive, essa técnica - que eu nem sei se existe - é mais ou menos o que fiz quando interpretei o personagem Peter, de "Electra Enlutada" (escrito por Eugene O´Neil). O método que ensinavam no Macunaíma é o do Stanislavsky, no qual você procura suas emoções parecidas para compor o personagem. Eu cheguei a escrever como tinha sido o passado de Peter para poder (tentar) chegar ao que ele era. Mas eu sou um péssimo ator.

Voltando ao livro: se você não leu, leia e divirta-se. Ou ao menos pegue o filme, que já vale a pena.

Filmes

"Casanova" (2005)

Todo filmado em Veneza. Ou seja, lindo. O excelente Heath Ledger (o caubói de "Brokeback Mountain") faz um Casanova interessante, puxado para a comédia. O intrigante Jeremy Irons está maravilhoso como o inquisidor Pucci. Mas o filme não cola, pois inventaram que o Casanova não era simplesmente um fornicador de primeira, mas sim que se apaixonou. Ou seja, é uma comédia romântica, não dá pra acreditar. Subverteram a essência do mito.

"Amor Obssessivo" (2004)

O novo James "Blond" (Daniel Craig) sendo perseguido por uma bicha psicopata. Não perca seu tempo.

Cara de um...

Não é que o Paulo Betti de bigode ficou a cara do Seu Madruga?

Você S/A

Tenho pena de quem lê "Você S/A". É uma revista de auto-ajuda no mundo dos negócios. A capa da edição de agosto de 2006 é sobre os worklovers. O mais triste é que os personagens usados para ilustrar a reportagem têm vidas chatas e estão pseudo-satisfeitos com seus trabalhos. E, daqui a cinco anos, certamente vão olhar pra traz e achar que não deveriam ter dedicado 12 horas de suas vidas por dia - incluindo alguns finais de semana - para o trabalho. E pensar que quem lê a revista vai se espelhar nessas pessoas e tentar ser como elas...

E o pior é saber que a "Você S/A" nasceu da "Exame", que é uma puta revista sensacional.

Slogan: "Leia Você S/A. Quem sabe um dia você é promovido para a Exame?"

Pílulas

- "O PT começou com presos políticos e vai acabar com políticos presos" - mais ou menos isso, frase de José Simão.

- Puta jogada do Lula: anunciar a copa aqui uma semana antes da eleição.

- Puta idiotice do Lula: se comparar a Jesus.

- Rússia cada vez mais xenófoba. Medo.

- Al Qaeda e Israel. Medo.

- Bush e a tortura. Medo.

- SP sem trânsito. Aãhn?

Bush

Já toquei no assunto aqui antes. Mas o texto do Sérgio Dávia, da "Revista da Folha" de ontem, está tão bom que eu copio e colo aqui:

As sete mais de Bush, as dez mais de Rumsfeld

por Sérgio Dávila

George W. Bush, dos EUA, está fazendo lobby no Congresso para que seja aprovado o que parte da oposição democrata chama de "Lei da Tortura". Em seus discursos, o presidente norte-americano defende "técnicas" e "métodos" usados pela CIA, a agência de inteligência, para extrair confissões de suspeitos de terrorismo. Sem elas, diz, ele não pode lutar a "guerra ao terror".

Os (cada vez menos) defensores do projeto de lei querem que o Artigo 3 da Convenção de Genebra seja reescrito, ao "american way". Um deles chegou a dizer: "Imagine se prendermos o Osama bin Laden e só pudermos conversar com ele". Há três problemas com a frase -e com a lei. O primeiro é que "não temos" Osama bin Laden ainda e, mesmo se tivermos, mudará pouco. O terrorista saudita é hoje mais uma "inspiração" do que um executivo que dispara de sua caverna ordens a células adormecidas.

O segundo é que o "cenário Jack Bauer", de uma bomba prestes a explodir e matar milhões de pessoas, e um prisioneiro que se recusa a dizer a localização exata dela, até hoje só aconteceu mesmo no seriado "24 horas". Terceiro, e mais importante, é que a maioria dos psiquiatras, experts em técnicas de interrogação, gente do FBI concorda que a informação obtida com violência "é de má qualidade" em 90% dos casos. Você priva uma pessoa de dormir por alguns dias e ela confessa que matou o Elvis Presley.

Mas o mais curioso é o eufemismo usado pelo presidente e seu cortejo. As "técnicas" e "métodos" soam nobres no papel do discurso, menos nobres quando são listadas:

hipotermia induzida (ficar nu numa cela a menos de 5ºC, levando chuveiradas de água gelada, "até que o sujeito fique azul", como colocou candidamente um interrogador);

longos períodos sem poder sentar (geralmente horas);

privação de sono (sem dormir, uma pessoa morre em 10 dias; até agora, há dezenas de casos de "suicídios" e "mortes acidentais" em Guantánamo);

"tapa de atenção" (dar bolachas no rosto do preso);

"puxão de atenção" (arrancar o preso da cadeira pelos colarinhos);

"tapa na barriga" (socar o preso à vontade no estômago, até que ele perca a respiração);

"manipulação de som e luz" (é a técnica "Laranja Mecânica", referência ao filme de Stanley Kubrick baseado no livro de Anthony Burgess; o preferido dos "interrogadores" é Red Hot Chili Peppers).

Enquanto isso, como resposta às críticas do mundo inteiro, o secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, colocou no site do Pentágono sua lista de "Dez Fatos Sobre Guantánamo". É uma mistura de folheto do Club Med com apresentação de executivo de vendas. Os meus preferidos:

mais dinheiro é gasto com os detidos do que com os guardas. Os detidos recebem 4.200 calorias por dia. A média ganhou 10 quilos de peso;

em 2005, 35 limpezas dentárias foram feitas, 91 cáries tratadas e 174 pares de óculos distribuídos;

as atividades de recreação incluem basquete, vôlei, futebol, pingue-pongue. Tênis de última geração foram distribuídos;

o entretenimento inclui programas de TV em árabe, jogos da Copa do Mundo, e a biblioteca tem 3.500 volumes, em 13 línguas -o mais pedido é "Harry Potter".

"Os Estados Unidos não torturam", disse Bush, em seu já famoso discurso sobre o assunto. Não, a população dos Estados Unidos não tortura, nem compactua com a prática, a julgar pelos índices de popularidade do presidente. Mas esse governo tortura.

Filme

"Edison" (2005)

Policial bom, policial mau. A história é batida, mas muito bem amarrada e contada. Justin Timberlake surpreende, mostrando que sua fase pós-boy band é realmente boa, seja como músico, seja como ator. E o rapper LL Cool J também é uma excelente surpresa. E claro, ainda traz os sempre maravilhosos Morgan Freeman e Kevin Spacey. Vale ver com pipoca.

 

 




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