Eleições 2006

O que eu achei das entrevistas dos candidatos à presidência para o "Jornal Nacional":

Alckmin: Se saiu mal pacas. Estava muito inseguro e errou ao ficar batendo no Lula. Só perdeu pontos nas pesquisas.

HH: Foi a melhor entre todos os candidatos. Mostrou carisma e foi comedida. Com certeza quem a conhece ao vivo acaba votando nela.

Cristóvão Buarque: Esse estava ali só pra constar. Foi bem ao falar de educação, mas ele só sabe falar disso. Pq, quando ele foi ministro da educação, não fez nada do que diz que faria agora?

Lula: Esse cara é esperto. Falou tanto que deixou o "casal nacional" sem fala. E se saiu muito bem. Disse que afastou os corruptos e usou metáforas boas.

Filme

"O Jardineiro Fiel" (2005)

Com esse filme Fernando Meirelles conseguiu me convencer que é um puta cineasta. "Cidade de Deus" é muito bom, mas eu achei que não passa de um faroeste na favela. E fazer um filme muito bom um monte de gente faz. Mas fazer um segundo melhor ainda...

"Crash" ganhou o Oscar esse ano, concorrendo com "Brokeback Mountain", "Capote", "Boa Noite e Boa Sorte" e "Munique". "Crash" é muito bom, mas nada demais. Tem um monte de filmes iguais. "Brokeback", idem, só que em versão casal gay. Os outros não vi ainda. Mas "O Jardineiro Fiel" é melhor que "Crash", com certeza.

Destaque total para a edição. E também para a fotografia. E o posicionamento das câmeras. Porra, o filme todo é excelente. Imperdível.

A Rachel Weisz ganhou o Oscar de atriz coadjuvante. Não precisava tanto.

Felicidade

Bem-vindos ao dia mais feliz do mundo!!!

Críticas musicais

Eu era editor da revista "Dynamite", que hoje está em coma e ninguém sabe se vai pra frente ou não. Algumas críticas de CDs e DVDs que eu fiz:

RED HOT CHILI PEPPERS  - "Stadium Arcadium"
Nota: 2 de 5

Como sempre os músicos são competentes e fazem um trabalho irretocável. Mas o que seria um elogio para qualquer banda não serve para o Red Hot, uma das 10 mais importantes bandas de rock da atualidade. O CD duplo parece mais uma coletânea de lados B dos dois CDs anteriores da banda - o excelente "Californication" e o razoável "By the Way". O que foi lançado com a pretensão de ser um grande álbum nada mais é do que RHCP se repetindo. Uma pena. Está na hora de mudar um pouco, de arriscar mais, de voltar a inovar.

PRINCE - "3121"
Nota: 4 de 5

Prince volta a usar o nome que o consagrou (mas aquele símbolo ainda está presente no encarte) e volta a fazer boa música. O artista mostra que não esqueceu de sua principal característica: o gingado. Quase todas as faixas são bastante dançantes, mas as melhores músicas ficaram para o final. Atenção para "The Dance", que tem um pé na bossa nova, e para "Get on the Boat", a melhor do CD.

PEARL JAM  - "Pearl Jam"
Nota: 4 de 5

O Pearl Jam voltou às origens com a mesma energia de antes nesse mais recente CD. Todas as faixas são aceleradas como em "Vitalogy", com instrumentos competentes e letras interessantes. "Parachutes" é a mais melódica de todas, ideal para namorar em dias de chuva. A curiosidade do CD é que a primeira faixa, "Life Wasted", "volta" (na verdade é outra música, mas o tema é o mesmo) na faixa 10, "Wasted (Reprise)", mas dessa vez com apenas 53 segundos, contra 3m54s da primeira. Já a última faixa, "Inside Job", tem 7 minutos - algo raro no grunge - e parece a trilha sonora de um filme sobre gângsteres.


JORGE QUASE - "Simancol Desamoxichatina"
Nota: 1 de 5

Na verdade, Jorge não chegou nem perto de quase. O nome do disco é o mais errado possível – ele é, sim, chatíssimo. Os instrumentos são tocados de forma satisfatória, porém óbvia do começo ao fim. E as letras, então... “Mariela” pede para que essa menina libere logo e deixe de ser virgem, “Gordinho Peludo” diz “Gordinho peludo/eu quero você com pelo e tudo”, “Deprê” e “Jolão Saiu para Comprar Cigarros e Nunca Mais Voltou” são insultos ao estilo de Renato Russo. “Sambinha” diz pros roqueiros darem uma chance ao samba. E o petardo é a marchinha de Carnaval “Simancol”, que nem conseguiu rimar. Se era uma piada, não funcionou. Melhor ficar com Juca Chaves. Contato: www.jorgequase.com.

QUEEN  - "A Night at the Opera 30th Anniversary "
Nota: 4 de 5

O quarto álbum do Queen foi lançado em 1975 e foi emblemático ao consolidar a carreira da banda inglesa e o formato grandioso dos shows do grupo, trazendo a balada "Love of my Life". A novidade nessa edição comemorativa é um DVD com clipes de todas as músicas do CD, incluindo o inédito "Good Company", feito especialmente para essa edição. Ainda há comentários novos e antigos de músicos da formação clássica do Queen. Trata-se, com certeza, da melhor versão já criada do disco, com som remasterizado com esmero, cuidadosamente balanceada e limpa das imperfeições presentes até nas masters originais.

JOTA QUEST  - "Até Onde Vai "
Nota: 2 de 5

O Jota Quest já provou que sabe fazer pop de qualidade, mas parece que está um pouco perdido nesse disco – e olha que foram três anos desde o último de inéditas. Nenhuma música chama a atenção e nem parece funcionar nas rádios – a versão de “Além do Horizonte” chega a ser triste de tão óbvia e o arranjo definitivamente não combina com a letra. Já está na hora de o Jota voltar a fazer o que mostrou nos dois primeiros (e excelentes) albuns.

BARÃO VERMELHO  - "MTV Ao Vivo"
Nota: 5 de 5

Uma das maiores bandas brasileiras de rock lança seu “MTV ao Vivo”, um álbum duplo – que também pode ser comprado em separado - que faz uma retrospectiva de 23 anos de carreira. O repertório é impecável e cobre toda a história da banda, desde 1982 até o ao vivo "Balada MTV". Gravado sob a lona do Circo Voador, o palco mais importante da Geração 80 do Rock Brasil, onde o Barão construiu seu público e se consagrou. O destaque fica com “Codinome Beija-Flor”, onde Frejat e Cazuza “cantam juntos” graças à tecnologia. Imperdível para os fãs e essencial para quem não tem nenhum, já que todos os hits estão no disco.

JAY VAQUER  - Você Não Me Conhece
Nota: 1 de 5

Imagine a cena: você abre o CD de um artista desconhecido para ouvir e atrás do disco surge a frase Protect me from what I want. Assim mesmo, sem aspas nem nada. Aí você lembra de música “Protege Moi”, do Placebo. Bom começo, não? Mas aí você vai ouvindo uma canção atrás de outra e o que vem à sua mente é que o cantor é uma mistura de Paulo Ricardo e Jorge Vercilo com pitadas de Wander Wildner. Difícil, não? Esse é Jay Vaquer, que faz pop “rock” music misturando letras românticas com outras politizadas. Ele desfia petardos como “Quem com o ferro não fere, será ferido também” (na faixa título) e “E deixa a esposa em casa/pra brincar no treco/de qualquer traveco” (em “Cotidiano de um Casal Feliz”). Mas, para “compensar”, o instrumental e a produção são ótimos. Arrisque-se se quiser.

A FABULOSA ORQUESTRA DE ROCK´N´ROLL  - "Ao Vivo no Rádio Clube"
Nota: 5 de 5

Essa união de 12 músicos, capitaneada por Roger Moreira, líder do Ultraje a Rigor, é uma big band que toca clássicos do melhor rock´n´roll, como “Fun, Fun, Fun” e “Surfin´USA”, popularizados pelos Beach Boys, “Misirlou”, eternizado no Pulp Fiction de Tarantino e “Let´s Dance”, tocada por Chis Montez e que ganhou versão dos Ramones. Tocado ao vivo, muito bem produzido e com um som de primeira, o disco tem um repertório bem completo e abrangente. É uma pena que o projeto não tenha passado de uma grande brincadeira, como afirmou Roger. Não existe a menor previsão de que A Fabulosa Orquestra de Rock´n´Roll volte a se unir. Azar o nosso.

COLETÂNEA  - Bossa´n´Stones
Nota: 5 de 5

Se você não gosta de bossa nova ou acha um sacrilégio mudar alguma música dos Rolling Stones, por favor, pare de ler. Continuou? A beleza da bossa nova, em sua nova versão electro (muito bem executada por ótimos artistas e vocais femininos deliciosos), combinou muito bem com as letras e músicas dos Stones, preservadas em sua origem. Não sei se os deuses stonianos chegarão a ouvir e menos ainda se gostarão ou não, mas que o resultado foi ótimo, isso foi. As melhores são “Let´s Spend the Night Togheter” – com Amazonics – e “Sympathy for the Devil” (Freedom Dub) - e o que poderia ser melhor que começar essa música com “ritmo de macumba? Atenção para “Start me Up / Brown Sugar”, com Corcovado Frequency.

BJÖRK  - "The Music From Drawing Restraint 9"
Nota: 1 de 5

Mesmo os fãs da fascinante (e estranha) Björk devem estranhar esse disco. Trata-se da trilha sonora do filme (em que a islandesa atuou). As faixas são esquisitas, repetitivas, aflitivas e não trazem o charme e a “leveza” natural de Björk. Faixas como “Storm” e “Biographic Entrupoint” são simplesmente chatas. Já “Vessel Shimenawa” poderia muito bem estar em um filme de Alfred Hitchcock – totalmente instrumental e cria um clima de suspense bem legal. “Pearl” é um gemido sem fim – que chega a ser nojento. Resumindo: não é um disco com músicas, com canções, mas sim com colagens de sons estranhos. Talvez funcione no filme. Mas, como CD, não funciona.

FÊ LEMOS  - "Hotel Básico"
Nota: 2 de 5

Surpresa geral na primeira audição de Hotel Básico. Tratando-se de Fê Lemos, baterista do Capital Inicial, o normal seria esperar rock cru. Mas o primeiro CD solo de Fê – que foi lançado pela gravadora dele, a Qualé Cumpadi – mostra que ele está antenado com o que acontece por aí na música eletrônica. O disco não tem uma unidade fundamental, parece mais um apanhado de idéias. A música “Castelo de Cristal” é uma baladinha romântica, “Impressão” parece ter saído de um disco eletrônico de Arnaldo Baptista – e tem cada de música de comercial de bebida. “Busted in Brazil”, que não tem letra, flerta explicitamente com o samba e poderia estar em um CD de world music, daqueles bastante lounge. “A Casa da Luz Vermelha” lembra uma mistura de Pet Shop Boys com Kraftwerk. No fim das contas o resultado soa estranho, mas não é ruim. Mas também não chega a ser bom.

CALIBRE 12  - "Ao Vivo no Hangar 110"
Nota: 4 de 5

Uma bela coletânea gravada ao vivo no ano passado no antro do punk / hardcore paulistano Hangar 110. As limitações técnicas são as de sempre, mas são compensadas pela energia já conhecida e, por que não, histórica, do Calibre 12. São 17 pedradas certeiras, sendo que quatro são covers de outras bandas (“Hybrid Monents”, do Misfits, “Anti Boy”, do Treta, “Fuck the USA”, do Exploited e “Buracos Suburbanos”, do Psykose). Um show à parte são os agradecimentos que a banda faz à outras bandas do estilo, que acaba servindo como um atual guia punk/hardcore. O destaque, é claro, fica com a clássica e indispensável “O Punk Não Morreu”. Imperdível para quem curte o gênero e ideal para quem quer conhecer, começando já começando uma das malhores movimento já começando com qualidade.

O RAPPA  - "Acústico MTV"
Nota: 2 de 5

Um CD impecável do ponto de vista técnico, mas o formato não funcionou com o Rappa. Os arranjos trazem algumas inovações (usaram campainhas, craviolas, rabeca e gramofones), as músicas priorizadas são as “lado b” e ainda há inéditas, como (a fraca) “Na Frente do Reto”, que tem letra que não condiz com o histórico das composições da banda, cada vez menos ideológicas (essa letra é sobre o Edemar Cid Ferreira, dono do banco Santos? Alguém pode me explicar?) – o principal letrista era Marcelo Yuka, que foi defenestrado da banda no fim de 2002. O destaque era para ser a participação de ninguém menos que Maria Rita na faixa “Rodo Cotidiano”, muito elogiada pela maioria da crítica, mas que (para mim) não rolou legal – a voz dos dois não ficou boa juntas, ela parece ter energia para acompanhar Falcão. Para piorar, em alguns momentos, a voz dela é abafada. Um adendo: a gravação de “A Minha Alma”, no CD Segundo, da cantora, também não ficou nada legal.

PARALAMAS DO SUCESSO  - "Hoje"
Nota: 3 de 5

Quem procurar a velha batida dos Paralamas em Hoje, o 11º disco de inéditas da banda, vai encontrar ainda em algum lugar. Mas não vai ser tão fácil como era. “Soledad Cidadão”, música feita antes do acidente com participação de Pedro Luís e Mano Chao, foi a primeira a tocar nas rádios e está longe de ser a melhor do álbum. “Na Pista”, a segunda a ser veiculada, é um pouco mais do antigo Paralamas. Válida e extremamente interessante é a regravação de “Deus lhe Pague”, de Chico Buarque, com a participação de Apollo 9. É difícil dizer se o álbum é bom ou ruim do que os anteriores – Hoje é daqueles discos que necessitam de distanciamento para ser julgado. Mas se a idéia é ouvir o típico e conhecido Paralamas, é melhor procurar algum álbum anterior.

COLETÂNEA - "Selo Instituto na Coleta Seletiva"
Nota: 4 de 5

CD que vem junto com a revista OutraCoisa, traz uma excelente coletânea de black music brasileira com nomes de maior ou menor destaque, mas representativos na música brasileira, como Instituto & Sabotage, Cidadão Instigado, Bonsucesso Samba Clube, Flu, Mamelo Sound System entre outros. É rap, hip-hop, soul, samba e música eletrônica, sempre misturados e com suíngue impensável para quem não é brasileiro. O destaque (se é que se pode escolher só um) fica por conta de Lúcia Maia & Jorge du Peixe, com a música “Gafieira no Avenida”. Essencial.

BILLY IDOL  - "Devil´s Playground"
Nota: 1 de 5

Tristeza que o ídolo não seja mais o mesmo dos tempos de músicas como “Rebel Yell” e “Dancing with Myself”. O disco não tem uma unidade, parece meio perdido, um amontoado de canções, mas é, como é de se esperar, muito bem produzido e tocado. Um quê de adolescente parece ter surgido (estranho para um quarentão) em algumas letras, como a de “Word Coming´ Down”: “Para os garotos na escola/E os professores são tolos/Você só quer um tempo”. O disco não empolga e o próprio Billy parece não se empolgar nem um pouco. É um disco desnecessário.

THE WALLFLOWERS  - "Rebel, Sweetheart"
Nota: 2 de 5

A banda do filho de Bob Dylan vem mais uma vez com suas baladas “românticas” e som rock pop. O interessante é conseguir fazer músicas que soam super românticas, mas que na verdade são dúbias: as letras podem ser vistas como protesto ou como problemas românticos. A segunda faixa, “The Passenger”, por exemplo, traz o refrão: que pode ser traduzido como “Rumando direto à escuridão/Caminho depois do ponto de volta”. O trabalho não chega a empolgar nem traz novidade, mas é bem produzido. A faixa mais bacana de todas é “Here He Comes (Confessions of a Drunken Marionette)”.

JAMIROQUAI  - "Dynamite"
Nota: 2 de 5

Os ingleses são conhecidos pelas bombadas “The Return of the Space Cowboy” e “Virtual Insanity” e pela dança estilosa do vocal Jay Kay. Ele é tanto o centro das atenções que parece que o resto da banda desistiu de existir - a capa do CD tem somente a foto dele e o encarte traz seis fotos dele e nenhuma dos outros integrantes. Aliás, o line up do Jamiroquai mudou. Depois de quatro anos sem lançamentos, eis que surge - para a surpresa da revista - um álbum chamado Dynamite. As músicas mantêm o mesmo carisma, mas parecem mais do mesmo e não empolgam mais como no começo. As faixas mais legais são a que deu o título ao álbum e “Feels Just Like it Should”. Eles ainda aproveitaram a onda de críticas à guerra e fizeram a faixa “(Don’t) Give Hate A Chance”.

ULTRAJE A RIGOR  - "Acústico MTV"
Nota: 4 de 5

OK, o disco é ótimo, mas uma das últimas coisas das quais podemos chamá-lo é de acústico. Algumas versões ficaram até mais rápidas do que as originais, como é o caso de “Ciúme” – bem bacana, por sinal. Mas tem uma coisa muito chata: faltaram músicas clássicas, como “Marylou”, “Eu Me Amo”, “Sexo” e “(Acontece Toda Vez que eu Fico) Apaixonado” e “Vamos Virar Japonês”, mas, segundo a banda, foi por problemas de direitos autorais. Mas não dá pra reclamar: são 20 músicas, bem mais que o normal. Vale comprar e curtir, mesmo que você tenha uma das muitas coletâneas lançadas nos anos 90.

FISCHERSPOONER - "Odyssey"
Nota: 3 de 5

Após o estouradaço álbum chamado #1, a dupla Fischerspooner lançou Odyssey, onde tentou se manter no mesmo nível - o que era praticamente impossível. O resultado? Apesar de muito bem produzido, o electroclash do FS parece uma cópia do disco anterior, como se outra banda estivesse tentando imitar a dupla. Não há inovação alguma no disco. Outra coisa que decepciona é a ausência de clipes (os caras são artistas plásticos), coisa que o primeiro CD trouxe e que nesse ficou faltando. A faixa mais bacana é a primeira, "Just Let Go".

Os Miseráveis

Essa letra foi "traduzida" pelo Chico Buarque. Não sei de quem é a original, mas sei que tem na peça "Os Miseráveis". E é linda, linda...

Sonho Impossível

Sonhar
Mais um sonho impossível
Lutar
Quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a torutura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite improvável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar esse mundo
Cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meul eito e perdão
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão

Livro

A Casa dos Budas Ditosos - João Ubaldo Ribeiro

Que livro delicioso, mas nada aconselhável para evangélicos em geral.

A personagem-narradora é uma senhora de 66 anos que resolveu contar suas aventuras sexuais. E, como boa libertina que ela é, tem de tudo ali, incluindo deliciosas descrições.

Li "A Casa..." em uma tarde. O texto, apesar de ter sido escrito como se fosse um depoimento - e a narradora vai e volta em assuntos, divaga em vários momentos - flui rápido.

Como não estou muito afim de escrever, escolhi uma das muitas ótimas frases do livro (consta na página 102). Ela resume bem o espírito do livro: simples e direto ao ponto.

"...melhor seria que todo mundo fosse foder numa boa e deixasse de aporrinhar o juízo alheio." 

HH
Heloísa Helena conseguiu "domar" o "casal nacional" e se saiu muito bem na entrevista. Será HH um Enéas de saias ou uma candidata séria que pode chegar ao segundo turno???
Cuba

Um manifesto está rolando para que os Estados Unidos respeitem a soberania de Cuba. Mais de 400 personalidades de todo o mundo (incluindo eu), entre eles oito prêmios Nobel, assinaram o manifesto, que foi divulgado à imprensa nesta segunda-feira.

Entre os signatários do manifesto estão os brasileiros Chico Buarque, Frei Betto e Oscar Niemayer.

Para assinar, acesse: www.porcuba.org.

Jornalismo

Quem não viu a entrevista do Geraldo "Picolé de Chuchu" Alckmin ontem ao casal Bernardes-Bonner no "JN" pode ler a transcrição (meio mal feita, mas na íntegra) no site Vermelho, filiado às esquerdas.

O casal bateu muito mais no candidato que se poderia imaginar. Será que o jornalismo da Globo está ficando sério?

Não podemos esquecer que Lula assinou o padrão de TV digital, que beneficia a Globo...

E hoje à noite é dia de Heloísa Helena ser saco de pancadas lá. Pago pra ver.

Guerra e Paz
São Paulo tá foda com esse tal de PCC. Vou mudar pro Líbano que é mais seguro.
Filmes

"Gosto de Sangue" (1984)

É o primeiro filme dos irmãos Cohen. OK, eles fazem coisas bacaninhas, mas nada excepcional para merecer todo o culto em sua volta. Todo moderno acha os irmãos Cohen bacana. Tsc, tsc... Tanto é que eu já tinha visto o filme e peguei de novo na locadora pois nem lembrava mais...

Uma mulher está abandonando o seu marido e se envolve com um empregado dele. O marido chifrudo resolve que quer matá-los e começam os mal-entendidos. A história é bem amarrada. Nada além de uma boa história bem contada. Como as de muitos diretores medíocres por aí.

"Caçadores de Emoção" (1991)

Incrível, eu nunca tinha visto esse filme inteiro... Keanu Reeves surfando. Patrick Swayze novinho. FBI, tiros, muita ação forçada. Sessão da tarde. E só.

Crime

As pessoas não notam muito isso e os veículos de comunicação, erroneamente, também não informam. A cada três meses aparecem notícias sobre lucro recorde do Itaú e do Bradesco, sempre nessa ordem. E já faz alguns anos que o lucro só aumenta.

E quem é o criminoso? O PCC ou os bancos e a política econômica do governo? Vai saber...

PCC: inscrições abertas
Basta uma pesquisada rápida no Google e você consegue saber como fazer um coquetel molotov desses que estão usando para explodir postos de gaolina, mercados, caixas eletrônicos. A internet é muito legal, mas é só um meio. Tudo depende de como você vai usá-la.
PCC strikes again

O PCC volta a atacar. Atacou, inclusive, o prédio do Ministério Público Estadual de São Paulo, no centro, na Rua Riachuelo. Eu trabalho no prediozinho da foto abaixo, que é a casa do governador. Será que corro risco?

Inclusive o prédio funciona como museu, quem quiser visitar é free. Ontem eu trouxe a família pra conhcer, eles curtiram...




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